Turbulência: Azul entra com pedido de recuperação judicial

O céu não está tão azul mais. A Azul anunciou, nesta quarta-feira (28), que acionou o Chapter 11 nos Estados Unidos — um processo semelhante à recuperação judicial no Brasil.

  • Segundo a companhia, o objetivo é reestruturar dívidas e melhorar o caixa. O plano prevê US$ 1,6 bilhão em financiamento e a eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas (cerca de R$ 11,3 bilhões).

A Azul também se comprometeu a reduzir 35% da sua frota. Ainda assim, os voos continuarão normalmente. A empresa garantiu que os voos programados, as vendas de passagens e o programa de fidelidade não serão afetados.

O que está por trás? Em comunicado, o CEO John Rodgerson disse que os desafios vêm desde a pandemia, agravados por fatores como juros mais altos, dólar valorizado e problemas na cadeia de suprimentos. “O que eu costumava pagar em juros em 2019, aumentou 10 vezes”, explicou.

  • Para se ter ideia, no primeiro trimestre de 2025, a Azul registrou prejuízo de R$ 1,82 bilhão, enquanto suas ações acumulam queda de -70% no ano. A dívida total chegou a R$ 31,35 bilhões — um salto de 50% em relação ao ano passado.

Agora, a Azul se junta a outras aéreas que passaram por reestruturações, como Latam, Gol, Avianca e Aeroméxico. Até então, ela era a única grande companhia do setor no Brasil que não havia recorrido à Justiça.

  • O governo brasileiro também se posicionou, dizendo que acredita que a recuperação será bem-sucedida e reforçando que segue monitorando o setor aéreo e oferecendo apoio institucional às companhias.

As ações da Azul encerraram o dia de ontem (28) em queda de -3,74%. Será que essa turbulência vai passar?

Azul Linhas Aéreas Brasileiras é uma companhia aérea do Brasil, com sede em Barueri, no estado de São Paulo. Foi fundada e homologada em 2008 por David Neeleman.[6]

Seus dois principais centros de operações atualmente são os aeroportos de Viracopos e Confins. A sede administrativa da companhia fica no bairro de Alphaville, na região da Grande São Paulo. A Azul registrou aproximadamente 15.400 funcionários em 2024.[1]

David Neeleman, brasileiro criado nos Estados Unidos, que também foi o co-fundador da WestJet e da Morris Air, após sofrer afastamento da presidência da companhia que ele mesmo fundou, a JetBlue Airways, começou a anunciar, em março de 2008, seus planos de fundar uma nova companhia aérea low-cost no Brasil.[8][9][10] Mesmo sem nome definido, a empresa já tinha uma encomenda de 36 aeronaves do tipo E-195 da Embraer com opção de 40 unidades em um contrato estimado em 3 bilhões de dólares.[11]

Achei super bacana a forma como se deu a escolha do nome

Para definir o nome da nova operadora aérea, Neeleman criou um website onde o público poderia registrar sugestões de nomes. Depois de cadastrados quase 110 mil usuários, as melhores sugestões foram selecionadas e colocadas novamente para votação. Entre os finalistas, estavam Abraço, Alegria, Azul, Samba e uma grande variedade de nomes com a palavra Brasil que não puderam ser usados pois já estavam registrados.

Além do nome, também foram colocadas enquetes para definir as cores das aeronaves, o tipo de serviço de bordo e o estilo dos uniformes da tripulação.[13] Para chamar a atenção do público, Neeleman anunciou que o primeiro internauta que sugerisse o nome escolhido ganharia passe vitalício na nova companhia com direito a um acompanhante.[14]

Após um mês recolhendo sugestões e votos, o nome “Azul Linhas Aéreas Brasileiras” foi escolhido, apesar de não ter sido a opção mais votada. Neeleman justificou a sua decisão dizendo que o nome Azul inspira sentimentos positivos, remete ao céu e é mais neutro do que Samba, nome que de fato recebeu mais votos. Neeleman concedeu o prêmio tanto para o internauta que sugeriu o nome Azul quanto ao que sugeriu o nome Samba.

Fontes

www.radarfin.com.br

pt.wikipedia.org

keyboard_arrow_up