A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Ipatinga (Aciapi) participou da audiência pública realizada pela Câmara Municipal nesta semana, para discutir a situação de pessoas em situação de rua com dependência química no município.
O encontro ocorreu às 19h, no plenário da Casa Legislativa, com o objetivo de aprofundar o debate e buscar soluções efetivas para a problemática, por meio da integração entre poder público, instituições e sociedade civil.
A iniciativa foi uma realização conjunta da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Defesa da Pessoa com Deficiência e da Comissão de Saúde Pública, Trabalho e Bem-Estar Social. A audiência foi presidida pelo vereador Elias da Fonte (PMB), que atua como presidente da Comissão de Direitos Humanos.
A audiência reuniu secretários municipais das áreas de Saúde, Assistência Social, Segurança e Governo, além de vereadores, representante do Ministério Público, forças de segurança e empresários, especialmente da região central de Ipatinga.
Representando a Aciapi, o presidente Luís Henrique Alves destacou a necessidade de ações efetivas diante do cenário. “Tivemos a oportunidade de colocar a importância de que medidas sejam tomadas com relação a este grave problema que cidades estão passando, não só Ipatinga, mas várias cidades do nosso estado, uma situação complexa, onde precisamos cuidar destas pessoas, mas também precisamos proteger os comerciantes e comerciários”, afirmou.
Luís Henrique avalia que a situação tem impacto direto no comércio local. “Nós estamos convivendo com essas pessoas que têm atrapalhado sistematicamente o comércio, atrapalhando os consumidores a fazerem suas compras nas ruas. Isso também impacta a segurança de quem está trabalhando. A maioria das pessoas que trabalha no comércio hoje são mulheres, e elas realmente ficam com medo”, pontuou.
O presidente também chamou atenção para ocorrências registradas durante a madrugada. “Há uma preocupação com os furtos que acontecem de madrugada, roubando fios, cabos de cobre, equipamentos de ar-condicionado para poder revender e estarem aí sustentando o seu vício”, enfatizou.
Outro ponto levantado foi o impacto econômico. “As pessoas deixam de ir aos centros comerciais da nossa cidade e ficam comprando até mais pela internet, o que pode afetar também a arrecadação de impostos do município. Quando a pessoa compra pela internet, o imposto vai para outra cidade”, explicou.
Luís Henrique também reconheceu o trabalho das instituições envolvidas. “Sabemos que todas as partes têm feito esforços: as forças de segurança, a Polícia Municipal, a Polícia Militar, a Administração Municipal e a Câmara de Vereadores, e isso é fundamental para a solução deste problema que muito nos preocupa”, concluiu.





