No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a reflexão sobre o futuro da assistência à saúde ganha ainda mais relevância. Em um cenário de avanços científicos e transformações constantes, instituições de referência em saúde têm mostrado que a inovação tecnológica e o cuidado humanizado não caminham em direções opostas. Pelo contrário, quando integrados, esses dois pilares ampliam o acesso, tornam os processos mais eficientes e proporcionam uma experiência mais segura e acolhedora para os pacientes.
No Hospital Márcio Cunha (HMC), em Ipatinga, unidade administrada pela Fundação São Francisco Xavier (FSFX), essa integração faz parte da essência do cuidado. Com investimentos contínuos em estrutura, qualificação das equipes e incorporação de tecnologias avançadas, a Instituição busca oferecer uma assistência cada vez mais resolutiva, sem perder de vista aquilo que está no centro de toda prática em saúde: as pessoas.
Um exemplo recente dessa combinação entre tecnologia e excelência assistencial ocorreu na última semana, quando a equipe de Cirurgia Vascular do Hospital Márcio Cunha realizou um procedimento pioneiro no Leste de Minas para o tratamento de aneurisma de aorta abdominal, condição grave que exige precisão e tecnologia de ponta. A cirurgia foi realizada integralmente pela equipe do Hospital, sem a necessidade de proctoria externa, representando um avanço importante na oferta de tratamentos de alta complexidade na região.
O desafio clínico envolvia a presença de um “colo hostil”, uma angulação na aorta que dificulta a colocação da prótese. Para superar essa condição, os especialistas Dr. Leonardo Augusto D’Ávila Gonçalves, Dr. Vinícius Vaz de Melo e Dra. Giselly Gomes Carvalho utilizaram a técnica de endoâncora, que permite a fixação interna da prótese na parede da artéria, funcionando como uma espécie de sutura endovascular. A estratégia evita o deslocamento da prótese e reduz o risco de vazamentos, garantindo mais segurança e melhor resultado ao paciente.
A realização do procedimento evidencia não apenas a expertise da equipe, mas também o investimento permanente do HMC em tecnologias que ampliam as possibilidades terapêuticas e fortalecem a assistência de alta complexidade na região.
O paciente Enerio Herculano de Sousa, de 68 anos, e sua família destacaram a agilidade e o cuidado recebidos durante todo o processo, desde o diagnóstico até o pós-operatório. “A gente não esperava que tudo acontecesse tão rápido. Em poucos dias já estávamos com a cirurgia realizada e meu pai pronto para ir para casa. A entrada da Cirurgia Vascular foi fundamental, porque o médico conseguiu identificar uma mudança no aneurisma e foi muito assertivo no momento certo de indicar a cirurgia. Se tivesse deixado para depois, poderia ter sido um cenário muito mais difícil. A equipe nos explicou tudo com muita calma, conversou com a família, passou segurança sobre a tecnologia e demonstrou muita competência técnica. Também queremos agradecer à equipe da UTI, enfermagem, anestesistas e a todos os profissionais pelo cuidado e atenção no pós-operatório. Só temos a agradecer por todo o atendimento prestado”, relata a filha, Marcela.
Para o diretor técnico do Hospital Márcio Cunha e médico anestesiologista Dr. Alexandre Silva Pinto, a tecnologia hoje é um componente essencial da prática assistencial em hospitais de alta complexidade. “No Hospital Márcio Cunha, a tecnologia é um pilar fundamental da boa prática assistencial. Ela impacta diretamente a rotina clínica porque traz mais precisão diagnóstica, mais segurança nos processos e mais agilidade na tomada de decisão. Quando conseguimos integrar estrutura, equipamentos, protocolos e equipes qualificadas, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso e passa a fazer parte do próprio cuidado. O resultado disso é muito concreto: mais eficiência, mais segurança e melhores desfechos assistenciais”, explica.
Segundo o diretor, a eficiência na saúde não significa reduzir a humanização do atendimento, mas justamente fortalecer o cuidado centrado no paciente. “Eficiência não é fazer de forma impessoal. Pelo contrário, é organizar melhor os fluxos, reduzir desperdícios de tempo, evitar retrabalhos e permitir que o paciente seja atendido com mais rapidez, segurança e qualidade. Quando a instituição investe em estrutura, gestão, tecnologia e integração entre as equipes, ela libera energia para aquilo que realmente importa, que é o cuidado. O olhar humano não se perde quando o processo é eficiente, ele ganha ainda mais força”, ressalta.
Essa visão também orienta a formação das equipes no Hospital Márcio Cunha. De acordo com o diretor técnico, a qualificação profissional vai além do domínio das técnicas e protocolos clínicos. “A excelência técnica e a sensibilidade humana caminham juntas. Por isso, além da qualificação permanente e da cultura de segurança, valorizamos muito a escuta, o acolhimento e a comunicação clara. Cada paciente que chega ao Hospital é único e precisa ser tratado com respeito à sua história e à sua família. Cuidar bem não é apenas acertar a conduta, é também saber estar presente”, afirma.
Nos últimos anos, diversos avanços tecnológicos têm contribuído para melhorar a experiência dos pacientes atendidos no Hospital Márcio Cunha. Entre eles está a incorporação da inteligência artificial nos exames de ressonância magnética, que permite a realização de exames mais rápidos, com imagens mais nítidas e maior conforto durante o procedimento. Outro exemplo é a realização de procedimentos de alta complexidade, como a embolização hepática com microesferas, que amplia as possibilidades de tratamento para casos complexos.
Além disso, investimentos contínuos em áreas estratégicas, como UTIs, bloco cirúrgico e diagnóstico por imagem, fortalecem a capacidade de resposta da instituição, especialmente em situações de maior gravidade.
A evolução da qualidade assistencial também é acompanhada por indicadores rigorosos, que avaliam desde a segurança do paciente até a efetividade clínica e a experiência do usuário. Para o diretor técnico, os reconhecimentos externos reforçam a maturidade e o compromisso da instituição com a excelência. “Acompanhamos indicadores ligados à segurança do paciente, tempo de resposta, adesão a protocolos e experiência assistencial. Além disso, o reconhecimento externo ajuda a validar esse trabalho. O fato de o Hospital Márcio Cunha permanecer entre os hospitais de maior destaque do país, além de conquistas importantes como o selo Top Performer para as UTIs, reforça que seguimos avançando com qualidade, eficiência e responsabilidade assistencial”, conclui.
Mais do que incorporar tecnologias de ponta, a proposta da Fundação São Francisco Xavier é garantir que cada inovação se traduza em benefícios reais para quem mais precisa, que é o paciente. Em um sistema de saúde cada vez mais desafiador, a combinação entre conhecimento, tecnologia e sensibilidade humana tem se mostrado o caminho para construir uma assistência mais segura, eficiente e verdadeiramente centrada nas pessoas.
Hospital Márcio Cunha
Hospital geral de alta complexidade com 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três unidades, sendo uma unidade exclusiva para o tratamento oncológico. Atende a uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com prestação de serviços nas áreas de ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros. No último ano, foram cerca de 5.580 partos realizados no HMC, cerca de 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias, mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.
O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III), pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.





