Slingback é um modelo de sapato feminino fechado na frente e aberto no calcanhar, preso por uma tira que passa atrás do tornozelo ou do calcanhar. Nos anos 80, chamávamos ele de sapato chanel. Era o escarpin com abertura no calcanhar, arrematado por tirinha. É um clássico da moda, associado especialmente à Chanel, que popularizou sua versão bicolor — bege na frente e preta na ponta — nos anos 1950.
Em português, pode ser chamado de sapato slingback ou simplesmente sapato de tira no calcanhar. Com a frente fechada e o calcanhar à mostra, preso por uma delicada tira traseira, o modelo conquistou seu lugar entre os grandes clássicos do guarda-roupa feminino por unir duas características que raramente caminham tão bem juntas: elegância e leveza.
Embora modelos semelhantes já existissem anteriormente, foi nos anos 1950 que o slingback ganhou status de ícone, especialmente pelas mãos de Coco Chanel. Em 1957, a maison apresentou o célebre sapato bicolor, com a frente em bege e a ponta preta. A combinação não era apenas sofisticada: o contraste ajudava a criar visualmente a impressão de pernas mais longas e pés menores. Nascia um dos códigos mais reconhecíveis da estética Chanel.
Décadas depois, o slingback continua atual justamente porque não depende de tendências passageiras. Ele pode aparecer com salto baixo ou alto, bico fino ou arredondado, em versões clássicas, minimalistas ou completamente contemporâneas.
Nas passarelas e nas ruas, o modelo voltou a ganhar protagonismo. A moda atual recupera referências do passado, mas as traduz para uma mulher que busca praticidade sem abrir mão de sofisticação. O slingback acompanha perfeitamente esse movimento: é feminino, refinado e versátil, funcionando tanto com alfaiataria quanto com jeans, vestidos, saias e produções mais descontraídas.
Seu charme está também no detalhe que deixa o calcanhar à mostra. É uma sensualidade sutil, muito mais sugerida do que revelada — exatamente o tipo de elegância que atravessa épocas sem perder força.
Clássico, sim. Antigo, jamais. O slingback prova que alguns ícones não precisam ser reinventados; basta que a moda encontre novas maneiras de fazê-los brilhar.
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