Estou precisando comprar uma frigideira nova para fazer meu ovos mexidos de todas as manhãs e me deu aquela intuição de buscar as mais saudáveis opções, já que, em casa, minhas panelas são de inox e de ferro.
Minha pesquisa recaiu sobre a Casa Vogue (https://casavogue.globo.com/Interiores/Ambientes/noticia/2020) e já copiei tudo pra vocês ficarem antenados. Eis o texto:
“Você já deve ter ouvido, por exemplo, que o teflon faz mal, certo? E faz mesmo! Mas ele não é o único componente que pode prejudicar nosso organismo: com a ajuda da nutricionista Raphaella Cordeiro, reunimos os melhores tipos de panela para a sua saúde e listamos algumas substâncias que devem ser evitadas.
Em primeiro lugar, é preciso tomar muito cuidado e, se possível, evitar as panelas antiaderentes. “Em sua maioria, as panelas antiaderentes são de teflon associadas à uma substância chamada PFOA (ácido perfluorooctanóico), que mostra capacidade nociva à nossa saúde”, explica Raphaella. É devido à presença do PFOA que o teflon é considerado o grande vilão quando o assunto são panelas, já que a substância está associada a um maior risco de câncer.
Além das antiaderentes, as panelas de alumínio também merecem atenção redobrada. “Essas panelas não são as melhores opções, pois o alumínio pode se soltar na comida e, logo, ser absorvido pelo corpo. Já existem estudos que mostram a neurotoxicidade deste metal, relacionando-o ao Alzheimer”, diz a nutricionista.
Outros componentes que devem ser evitados:
“Temos que ficar atentos à presença dos seguintes componentes: PFOA, crómio, níquel, chumbo, alumínio, cobre, e cádmio, pois são compostos que podem causar danos graves ao nosso organismo. A lista de problemas inclui cânceres, dores de cabeça, problemas gastrointestinais, hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas hepáticos, renais, infertilidade, má formações, e problemas neurológicos. Como podemos ver os potenciais são grandes!”, afirma Raphaella.
Mas então, quais são os melhores tipos de panelas?
Segundo Raphaella, as panelas de vidro, porcelana, cerâmica e aço cirúrgico são mais seguras e atóxicas. No entanto, cada uma tem suas peculiaridades. “As panelas de vidro, por exemplo, distribuem o calor de forma desigual e quebram com facilidade, especialmente com choque térmico. Já as panelas de porcelana podem ser usadas desde que sejam isentas de chumbo e cádmio”, ressalta. “Por fim, as panelas de aço cirúrgico [são uma boa opção], pois são estáveis e não liberam metais na alimentação”.
“As panelas de ferro também podem ser uma boa, desde que a pessoa não tenha nenhuma contraindicação ao uso deste elemento”, continua a nutricionista. “Assim como panelas de pedra, mas estas precisam ser muito bem higienizadas e armazenadas, pois podem ter poros e estes servem de meio de cultura para o crescimento de fungos e bactérias. Também são pesadas e, portanto pouco práticas, às vezes”.
Alternativas mais acessíveis
Apesar de oferecerem muito mais segurança em termos de saúde, os tipos de panelas listados muitas vezes exigem um investimento financeiro maior. Para quem busca uma alternativa mais acessível, uma saída é apostar em panelas com revestimentos em cerâmica, ao invés de uma que seja 100% composta pelo material. Mas atenção! “Se estamos falando de uma panela de alumínio com revestimento em cerâmica, por exemplo, o revestimento é uma boa pois não coloca o alimento em contato direto com o alumínio. Mas, nestes casos, é preciso ficar muito atento à integridade do revestimento”, alerta. “Se a cerâmica trincar, ela será consumida junto com a comida [o que também é prejudicial]. Então é preciso ficar atento a qualquer trincado do revestimento, nestes casos. A limpeza também fica um pouco mais difícil. Mas pode ser uma boa ideia”.





