FSFX, Dia Nacional de Combate ao Fumo

O QUE TE FAZ SORRIR?

Além das atividades do Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Fundação São Francisco Xavier realizou outra ação muito especial. A inauguração de um monumento artístico na entrada da Unidade de Oncologia passou a chamar a atenção de todos que por ali passarem, não apenas pela forma que remete a um sorriso, mas pelas mensagens depositadas nele.

“O monumento dá as boas-vindas para quem quer que chegue à Unidade de Oncologia, por trazer uma mensagem muito simples: o que te faz sorrir? Assim, ao disponibilizarmos uma caneta especial no local, as pessoas poderão interagir, deixando sua mensagem e expressando sentimentos que podem ajudar outras pessoas a sorrirem e a seguirem firmes no tratamento contra o câncer na unidade”, explica a gerente da Unidade, Ledvânia Chaves Ribeiro.

A mensagem inaugural veio de quem sabe bem como sentimentos positivos são importantes para enfrentar os desafios do dia a dia, com sorriso no rosto e no coração. Maria Aparecida de Carvalho Araújo, ou melhor, a Cidinha Araújo teve sua atenção fisgada desde que viu o monumento pela primeira vez. Afinal, está sempre com o marido Lécio Flávio Araújo na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

Semanalmente, ele realiza transfusões de sangue por causa da mielofibrose, um tipo de câncer que ataca a medula óssea e impede o organismo de produzir a quantidade suficiente de células sanguíneas. Dias atrás, em meio à rotina, a esposa recebeu um convite inesperado enquanto admirava a obra: ser a primeira a escrever uma mensagem. “Tinha curiosidade para ver o que era aquilo e não tinha noção que o sorriso seria um espaço para sorrir. Amei!”, conta.

Para Cidinha, sorrir está diretamente ligado à capacidade que temos de nos “transformar, de renovar, mesmo com as lutas, as dificuldades, a dor. É a capacidade de se transformar de novo, de novo e de novo…”, brinca ela. Por isso suas palavras transcritas não poderiam ser mais simbólicas:

“O bonito desta vida é poder costurar sonhos, bordar histórias e desatar os nós dos nossos dias.”

Cidinha Araújo, que também é artista plástica, enxerga na arte uma reflexão que extrapola os sentimentos cotidianos. “Afinal de contas, nós não estamos aqui a toa, só para dormir, acordar e trabalhar. A vida é mais do que isso e cabe a gente descobrir. Eu tô sempre ao lado do meu marido para o que der e vier, animando-o, sorrindo para que as coisas sejam menos difíceis com ele. Só tem um nome para isso. Isso chama amor.”

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