HMC realiza procedimento inédito para tratamento da síndrome de Cockett

O Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou, neste mês de junho,um procedimento inédito na área de Cirurgia Vascular, reforçando seu compromisso com a inovação tecnológica e a excelência assistencial. Pela primeira vez, a equipe vascular da instituição utilizou o ultrassom intravascular (IVUS) como ferramenta auxiliar no tratamento de uma paciente diagnosticada com síndrome de Cockett, condição caracterizada pelo estreitamento da veia ilíaca comum esquerda.

A paciente apresentava também varizes pélvicas, veias dilatadas localizadas ao redor do útero, que podem provocar dores intensas e comprometer significativamente a qualidade de vida. Durante o procedimento, foi realizada a embolização dessas varizes, associada ao implante de um stent para corrigir a estenose venosa.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Vinícius Oliveira Godói, os procedimentos realizados já fazem parte da rotina da equipe há mais de 15 anos. O diferencial desta intervenção foi justamente a utilização do IVUS, tecnologia que permite uma avaliação mais detalhada e precisa do interior dos vasos sanguíneos. “Hoje tratamos uma paciente com varizes pélvicas e realizamos também a correção de um estreitamento da veia ilíaca comum esquerda. Esses procedimentos já são realizados por nossa equipe há mais de 15 anos. O que tivemos de novo foi a utilização do ultrassom intravascular, uma tecnologia que nos permite avaliar com precisão o grau real de estreitamento da veia e posicionar o stent de forma mais adequada”, explica o médico.

O IVUS consiste em um equipamento de ultrassom acoplado à ponta de um cateter que percorre o interior da veia, fornecendo imagens em tempo real e de alta definição. Com isso, os especialistas conseguem visualizar detalhes que muitas vezes não são identificados pelos métodos convencionais de imagem. “A tecnologia oferece uma avaliação muito mais precisa da anatomia venosa. Isso nos permite indicar e implantar o stentcom maior assertividade, proporcionando um tratamento mais seguro e eficaz para o paciente. É exatamente isso que buscamos: não apenas tratar, mas tratar com excelência”, destaca Dr. Vinícius.

Embora o equipamento já fosse utilizado pela equipe de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Márcio Cunha para avaliação de artérias coronárias, esta foi a primeira vez que a tecnologia foi empregada pela Cirurgia Vascular da instituição e a primeira aplicação do IVUS em um procedimento venoso no hospital.

De acordo com o especialista, o marco chamou a atenção de diversos profissionais da instituição justamente pelo caráter inovador do procedimento. “O pessoal da Hemodinâmica e da Cardiologia Intervencionista já utiliza o IVUS para avaliação de estenoses arteriais, principalmente nas artérias do coração. No entanto, esta foi a primeira vez que a Cirurgia Vascular utilizou a tecnologia para avaliação de uma estenose venosa e também a primeira utilização do equipamento em uma veia dentro do Hospital Márcio Cunha”, ressalta.

A adoção da tecnologia representa mais um importante avanço da instituição na busca por tratamentos cada vez mais modernos, seguros e alinhados às melhores práticas da medicina contemporânea.

O procedimento foi realizado pelo cirurgião vascular Dr. Vinícius Oliveira Godói e contou com a participação dos cirurgiões vasculares Dr. Vinícius Vaz, Dr. Leonardo D’Ávilla, Dra. GisellyCarvalho e Dr. Luiz Ronaldo Godinho Pereira, além da instrumentadora Michelen Santos.

Hospital Márcio Cunha

Hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três unidades, sendo uma unidade exclusiva para o tratamento oncológico. Atende a uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com prestação de serviços nas áreas de ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros. No último ano, foram cerca de 5.580 partos realizados no HMC, cerca de 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias, mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

 O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III), pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.

keyboard_arrow_up