Federação alerta para riscos de medidas de curto prazo e defende controle dos gastos públicos para garantir investimentos e competitividade
O resultado das eleições presidenciais inaugura um novo ciclo político e econômico para o país, que exigirá responsabilidade fiscal, previsibilidade e compromisso com o equilíbrio das contas públicas. Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), o próximo mandato deve priorizar medidas estruturantes, capazes de criar condições para investimentos, aumento da produção, competitividade e geração de empregos.
A FIEMG manifesta preocupação com a condução da política fiscal, especialmente diante da expansão dos gastos públicos e da adoção de medidas de caráter conjuntural durante o período eleitoral. A entidade tem se posicionado contra iniciativas que ampliem despesas sem sustentabilidade, por entender que podem aumentar as pressões inflacionárias, dificultar a redução dos juros e elevar o custo do crédito para empresas e famílias.
A reação dos mercados nesta segunda-feira (26), marcada por forte volatilidade, queda da Bolsa, alta do dólar e elevação dos juros futuros, reforça a necessidade de sinais claros sobre a condução da política econômica. Mais do que movimentos pontuais, o cenário evidencia a importância de recuperar previsibilidade e confiança para que empresas possam tomar decisões de investimento de longo prazo.
Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o próximo governo precisa criar condições para que a iniciativa privada tenha segurança para investir e produzir. “Governo não gera riqueza, quem gera é quem produz. O papel do Estado é criar condições para que quem trabalha, investe e empreende tenha segurança para produzir. Isso exige responsabilidade fiscal, segurança jurídica, juros compatíveis com o crescimento e regras previsíveis”, disse.
A indústria entra no novo ciclo com preocupação diante da trajetória das contas públicas, do nível dos juros e dos impactos da incerteza econômica sobre o custo do crédito, os preços dos insumos e a capacidade de investimento. Para a FIEMG, medidas que produzem efeitos imediatos não podem comprometer o equilíbrio fiscal dos próximos anos. “Não podemos ampliar despesas para produzir resultados de curto prazo e deixar para depois a discussão sobre como essa conta será paga. O que parece positivo agora pode significar mais inflação, juros maiores e menos investimento adiante. O Brasil precisa fazer escolhas sustentáveis no longo prazo”, ressalta Roscoe.
A FIEMG defende que o próximo governo priorize o controle das despesas públicas, o cumprimento das regras fiscais, a segurança jurídica e a melhoria do ambiente de negócios. A entidade também considera fundamental avançar na abertura e na diversificação de mercados, ampliando as oportunidades para as empresas brasileiras, reduzindo a dependência de poucos parceiros comerciais e fortalecendo a inserção internacional da indústria. A ampliação das exportações e a conquista de novos mercados contribuem para diversificar fontes de receita, estimular investimentos e fortalecer a economia brasileira.
A Federação seguirá atuando de forma institucional e independente na defesa da indústria mineira e no diálogo com o governo federal, Congresso Nacional e demais instituições.





