DRA. ANALUSA CANGUSSU, A DOC DA LONGEVIDADE

Hoje eu vou publicar aqui a entrevista que Dra. Analusa Cangussu deu para a última edição da revista CHIQUE! Tudo muito esclarecedor para termos uma saúde preparada para levarmos uma vida longa e feliz:

“Deus me usa para ser um agente transformador na vida das pessoas e a minha grande realização é cumprir minha missão. Esse insight aconteceu quando eu ainda era criança.”

 

Uma beleza nada obvia, uma sinceridade até no olhar, palavras doces que inspiram e convencem. Aos 42 anos, essa mineira de Pavão, caçula de uma família de cinco irmãos, filha de pai pobre, negro e com uma vontade hercúlea de vencer na vida – contrariando todas as expectativas, ele se diplomou em três cursos superiores: Geografia, Ciências Contábeis e Direito – e de mãe professora, simples e amorosa, pode dizer que está no caminho certo.

“Morávamos na roça e cresci vendo o exemplo de meus pais. Eu adorava estudar, tudo de todas as matérias. Ainda no ensino fundamental me interessei pelo corpo humano. E me perguntava como tudo funcionava tão bem, uma perfeição de Deus. Era um encantamento irresistível para a menina estudiosa e interessada que sempre fui”, relembra. “Depois do ensino fundamental, em escola pública, me candidatei e consegui bolsa integral no Colégio Darwin, que até hoje é o melhor de Vitória/ES, onde fui completar os estudos do segundo grau. A faculdade de Enfermagem, na Universidade Federal, em Diamantina, veio como alternativa para a área de saúde, que eu abraçara, mas não havia conseguido uma vaga em Medicina, e uma escola particular estava acima de minhas possibilidades”.

Com a ajuda do pai e de uma das irmãs, já formada, concluiu o curso e trabalhou durante 13 anos na área. O Vale do Aço foi um destino abalizado por uma das irmãs, que se casou com rapaz de Inhapim. Como enfermeira, Analusa fez especializações em Medicina da Família e em CTI e trabalhava em pronto socorros, em CTIs e numa unidade de saúde. “Sempre tive dois ou três empregos, e a correria era grande, o descanso pequeno. Comecei a me sentir incompleta quando percebi que não tinha poder de decisão da conduta em si com relação aos pacientes. Foi aí que resolvi enfrentar o desafio e prestar vestibular para medicina na Univaço, pois não tinha como me mudar da região, por já estar casada e com os empregos aqui.  Meu pai, então sofrendo a fase terminal de uma leucemia, me garantiu: você vai conseguir pagar seu curso sim. Uma semana depois do resultado que me garantia a vaga, ele faleceu. E, como herança, me deixou uma parte das terras, que eu vendi e garanti um ano e meio de mensalidades do curso. Eu trabalhava à noite (de 19h às 7h), noite sim, noite não, e estudava a partir das oito da manhã até à tarde…” Tempos difíceis, que exigiram muito de Analusa.

“Depois que o dinheiro da herança acabou, ainda tive um ano de ajuda do meu ex-marido e os descontos das monitorias que eu assumia. O restante do tempo foi através do FIES. Minha criação foi à base de uma alimentação viva e natural, doces de compota caseira (que criança nem gosta!) e de prática de esportes – handball, queimadas na rua… Como enfermeira, me atormentava a presença de tantas pessoas sendo atendidas no CTI, algumas jovens ainda, em decorrência de patologias que poderiam ser evitadas”, pontua.

“Então, decidi ir para uma área da medicina que me desse ferramentas para prevenir doenças. A Nutrologia e a Medicina Ortomolecular são as ciências da qualidade de vida. Através delas, é possível chegar-se ao equilíbrio metabólico e deixar a fisiologia do organismo trabalhar melhor.

E uma pergunta me incomodava: como meu pai, que se alimentava bem, praticava esportes físicos, não fumava nem bebia, morreu aos 60 anos de uma doença tão devastadora? Será que existe alguma maneira de prolongar a longevidade? Existe uma forma de viver mais e melhor? Hoje, existe essa possibilidade! Eu trabalho para que meus pacientes vivam mais e melhor, sem doenças, e que morram o mais tarde possível, e ainda metabolicamente jovem”, contemporiza.

Então, a grande maioria dos meus pacientes é saudável, não tem doença diagnosticada, mas é, paradoxalmente, muito queixosos: dormem mal, têm azia, são estressados, têm baixa libido ou outra disfunção sexual… é uma paciente que não faz uso constante de medicamentos mas não tem saúde. E saúde não é ausência de doença; é bem estar físico, mental, espiritual, sexual… Então, meu trabalho é acabar com as queixas desses pacientes ao mesmo tempo que trago o controle metabólico para uma longevidade. Cuidados e atenção na metabologia das vitaminas, nos minerais, dos oxidantes, dos hormônios, dos processos inflamatórios (que causam câncer, infarto, derrame). Tudo é possível prevenir com um estilo de vida saudável e com as taxas saudáveis.

 

Quais seriam os pilares para boa saúde e longevidade?

“É um conjunto de hábitos: alimentares, para uma composição corporal saudável, com um pouco mais de músculos e menos gordura corporal; gerenciamento do estresse; sono reparador – que não tem a ver com horas de sono, mas com o fato de o paciente ter descansado –; uma vida sexual de preferência ativa, saudável e feliz; metabolismo equilibrado; estar em atividade física regular e contínua”, ensina a doc.

 

A mulher e a culpa

“A mulher precisa, como o homem, de desacelerar. Ela está acumulando funções na busca de ser a mulher superpoderosa e, com essa sobrecarga, tem que estar sempre linda, feliz, disposta. Ela é perfeccionista em tudo o que faz. Então, o desafio é muito grande. Combinar uma maternidade absolutamente irretocável com os deveres de dona de casa, esposa, profissional exemplar é praticamente impossível, mantendo tudo com um padrão de qualidade de excelência. E a mulher sofre por pecar em uma dessas áreas. E adoece, porque a última coisa de que se lembra é de cuidar de si mesma. Ela se culpa e essa culpa intrínseca faz com que não tenha um lazer, um momento pra si. E como eu disse, saúde não é só ausência de doença. Mas a falta de qualidade de vida está levando às doenças como câncer, depressão, síndrome do pânico. Elas chegam ao consultório super medicadas, por acumular tantas funções e achar que tem que dar conta. Acho que temos que fazer escolhas melhores e entender que a maternidade exige um certo período de cuidado, ou priorizar o trabalho. Tudo tem seu próprio tempo de ser e viver”, sugere.

 

Sexo

“Nunca pensei em escolher trabalhar com a sexologia. Foi ela que me escolheu. Porque sempre entendi a medicina como integral, então cuido também do lado espiritual e suas conexões com o Sagrado; e pergunto como está a vida sexual dos pacientes. E eles foram me trazendo suas queixas, e de uma forma cada vez mais frequente. Então, fui estudar a sexologia e hoje é a grande procura no consultório, seja de homens, mulheres ou casais, de idades as mais variadas, com muita gente jovem queixando baixa libido… E essas pessoas, mesmo tendo todo o resto em harmonia, não se sentem em plena qualidade de vida. Sem contar as questões comportamentais, os relacionamentos correm riscos, se são conflituosos… As queixas mais comuns são baixa de libido, anorgasmia, que é a ausência de orgasmo e, a seguir, questões ligadas ao climatério e pós-menopausa, como ressecamento vaginal, fogachos, atrofia da região vaginal que provoca dor no ato sexual… há também a vaginismo, que é quando a mulher que não consegue ser penetrada. Todas essas queixas têm tratamentos e cuidados que envolvem comportamentos, com terapia sexual, um trabalho de conversa que se inicia no consultório e que se estende por sessões de terapia, que eu faço com 100%  de sucesso.”

 

Obesidade

“Um dos grandes problemas de saúde pública mundial, a cada ano sobem os números de pessoas com sobrepeso e obesas. São doenças multifatoriais: envolvem genética, comportamento alimentar e psíquico – existem compulsões e dependências alimentares -, da vida moderna. Com a vida acelerada, homens, mulheres e até crianças não têm tempo para dormir direito, para se sentar e mastigar, pra escolher e cozinhar seu alimento, e o industrializado é mais fácil e rápido… Quando o paciente chega ao consultório, tenho que desenvolver com ele todas essas questões. Se ele não quiser ou puder se organizar, não conseguirá sair desse círculo vicioso. Desacelerar é primordial. As dietas não podem ser encaradas como um período da vida, mas como um programa para todo o sempre. A alimentação saudável tem que ser acompanhada de atividade física, de uma ligação com uma força superior, com um lazer proveitoso… As conversas são quase mais importantes que a suplementação. Se o paciente, por ter entendido e querer mudar a maneira de modificar a vida dele, conseguir se manter dentro do programa, terá vida longa e saudável. É aí que está a parte mais difícil e desafiadora. Conhecendo cada um de forma mais profunda, eu trabalho com ele da seguinte forma: você gostaria de ver seus filhos crescerem e conviver com seus netos? Qual é o seu desejo? Daqui a 20 anos, como será?  Ninguém quer morrer, mas temos que fazer nossa parte. Viver muito é uma abordagem de futuro a longo prazo. Às vezes estamos tão mergulhados na rotina que não temos tempo para uma reflexão de onde – e como – queremos chegar. Sem saúde não há como. Ao mesmo tempo, tenho que achar meios e condições de seguir hábitos alimentares que consigam manter pelo resto da vida. Tem que estar inserido na realidade cultural e financeira dele. Uma nova maneira mais saudável, sem parecer que está em dieta. Cria essa consciência e interioriza esse hábito. Consegue ficar de alta com hábitos saudáveis e exceções. Emagrecer não é tão difícil. O pior é manter-se magro. Exige dedicação e esforço.”

 

Exercício físico

“A ideia tenta te levar, mas o exemplo arrasta. Meu pai foi jogador de futebol e eu cresci sabendo que exercício físico era bom para a saúde. Hoje se sabe que é um dos pilares para uma vida saudável e que não nascemos para sermos sedentários, mas para nos movimentarmos, cada um da forma que melhor lhe convier.

Hoje é cientificamente provado que precisamos ter uma composição física saudável. Tem muita gente magra que tem gordura corporal mais que o desejável. Ela está sujeita
às mesmas doenças de obesos. Então, o ideal é que tenhamos mais músculos e menos gordura no corpo; a alimentação é mais importante que os exercícios, nesse caso. Mas ambos se complementam.”

 

Sono

“O sono tem a função de nos descansar, restaurar o nosso corpo e a nossa energia. Durante o sono reparador -o chamado sono REM, de boa qualidade – existem algumas funções metabólicas, produção de hormônios, que nos equilibram. Qualquer alteração que você obrigue seu corpo a fazer, como privá-lo do sono, ele tende a resvalar para outra atividade, como a comer mais, porque sente mais fome, vai estar com mais ansiedade e estresse. A cascata hormonal é toda mexida, e vem de forma desordenada. Então, uma boa noite de sono é vida e te deixa pronta para o dia. E a melatonina é o hormônio que te prepara para dormir. Mas se você quebra a secreção deste hormônio, ele não exerce sua função principal. Então, a higiene do sono consiste em obedecer ao nosso ciclo natural, que seria dormir quando anoitece e acordar quando amanhece. Como isso se torna impossível nos dias atuais, é aconselhável dormir antes das 22h, depois de tomar um banho morno, desligar computadores e celulares, um quarto preparado, sem TV, e com uma luz baixa. Se a ansiedade é alta, deve-se tratar essa ansiedade… Aliás, o que fazemos é tudo ao contrário do que preconiza a higiene do sono, e ainda assim queremos dormir bem.”

 

Genética e doença

Hoje, sabe-se que você pode até ter um gene para doenças familiares, como o câncer de mama, mas através do trabalho com a epigenética – que consiste em viver em hábitos saudáveis de vida que silenciem esse gene –ele não será uma ameaça. E entre os hábitos saudáveis está abolir o consumo de açúcar, já que esse produto está ligado aos vários tipos de câncer; ter uma atividade física regular e a metabologia adequada, sem intoxicação por metais pesados como o alumínio. Cuidando dessa forma, você morrerá com o gene, mas não da doença.

EU NÃO TRATO O PACIENTE, EU CUIDO. TRABALHO PARA QUE MEUS PACIENTES VIVAM MAIS E MELHOR, SEM DOENÇA. E PARA QUE MORRAM O MAIS TARDE POSSÍVEL, AINDA JOVENS.

 

SERVIÇO:

INSTITUTO ANALUSA CANGUSSU

Rua Vinhático, 15
sala 808 – Horto Office
Ipatinga – MG
Segunda à Sexta das 08h às 20h

Fone: 31 3367.3667
Whatsapp:  81 98122.8645

 

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