Eu, particularmente, gosto muito dos conteúdos The Summer Hunter, que se apresenta como ” uma plataforma de conteúdo que acredita que o verão é mais do que uma estação do ano; é um estado de espírito. Nos siga no Instagram, onde publicamos conteúdo inédito diariamente, sempre às 7h30 da manhã. Ouça nossos podcasts, o Drops Solares e o The Summer Hunter Vozes, e coloque um pouco de música na sua rotina com as nossas playlists em parceria com a Tecla Music. Explore a nossa linha de acessórios desenvolvida em collab com a Allcatrazes. E garanta o seu exemplar da edição #08 da nossa revista impressa na pré-venda!”
Esta matéria que publico aqui é super a propósito do que estamos vivendo hoje no planeta, e conselho bom pra quem não quer perder-se no mundo digital.
Então, leiam e sigam:
“Já que quase ninguém vai (ou quer) abandonar as redes sociais, dá pra fazer pequenos ajustes que deixam o ambiente digital um pouco mais saudável.
Todos nós sabemos que é possível parar de seguir alguém ou restringir perfis aleatórios. No entanto, por incrível que pareça, não é sempre que exercitamos esse minipoder. Algumas pessoas estão nas nossas redes há anos e, com o tempo, a presença ou o conteúdo simplesmente deixou de fazer sentido. Outras seguem ali só pra causar raiva e bad vibes — mas será que você já não se estressa o suficiente?
Aqui, uma lista de @s pra dar unfollow sem medo de ser feliz.
Quem divulga jogos de azar
A pessoa pode fazer você rir, ter um conteúdo bacana e até mostrar boas ações. Mas, se ela vive prometendo riqueza fácil com joguinhos ou apostas online, a gente garante: não vale a pena estar na sua rede. Uma pesquisa da Serasa com a Opinion Box mostrou que quase metade dos endividados brasileiros já apostaram em bets — e 40% dos inadimplentes das classes D e E já gastaram dinheiro no famoso Jogo do Tigrinho. Convenhamos: melhor deixar a galera que divulga esse tipo de esquema pra lá.
O conhecido que defende o indefensável
Sim, ele era um ótimo companheiro de escola 20 anos atrás. Mas, se hoje cada postagem faz você bufar de raiva — “como é que alguém acha isso certo?” —, talvez seja hora de deixar essa relação digital ir. A nossa mania de querer agradar todo mundo vai tentar travar a decisão, mas lembre-se: essa pessoa provavelmente nem notará que você deu unfollow. E, se notar, o pior que pode acontecer é um unfollow de volta. Se mesmo assim quiser manter o perfil ali, sempre existe a opção de restringir ou silenciar.
O “guru” que tem solução pra tudo
Sabe aquela pessoa que promete resolver qualquer problema de saúde com um hábito repetitivo, uma gummy milagrosa ou um suplemento que supostamente tem centenas de benefícios? Aí você checa e descobre que não tem nem pesquisa científica pra embasar, nem formação na área — só marketing mesmo. Convenhamos: se fosse simples assim, alguém já teria resolvido antes. Nesse caso… foi tarde!
Quem prega a rotina perfeita
Não há nada de errado em acordar, tomar seu pré-treino, correr, meditar… tudo isso antes do sol nascer. Se esse estilo de vida faz bem pra você, ótimo. O problema é quando alguém transforma a própria rotina em regra universal — como se produtividade, equilíbrio e sucesso só fossem possíveis dentro desse roteiro milimetricamente calculado. Cada pessoa funciona de um jeito. Se o perfil faz você se sentir insuficiente, talvez seja hora de repensar.
Quem estimula o consumo em excesso
Tudo bem fazer publis. É assim que muitos criadores de conteúdo e plataformas conseguem se manter, inclusive a gente aqui no The Summer Hunter. Mas, se o conteúdo gira unicamente em torno de recebidos, produtos “revolucionários” e itens que você PRECISA comprar agora, vale se perguntar: o que essa pessoa realmente acrescenta na sua vida? Sua conta bancária agradece o unfollow.
Quem faz fofocas que podem prejudicar outras pessoas
A gente sabe: ler (ou ouvir) uma fofoca é muito prazeroso. Além de ativar o circuito de recompensa do cérebro, liberando dopamina, esse ato traz uma sensação instantânea de pertencimento — mesmo sem conversar com ninguém, você está “por dentro” de tudo. Mas existe uma linha tênue entre acompanhar um babado inofensivo e consumir conteúdo que expõe, humilha ou prejudica alguém. Se, enquanto lê, você pensa “eu odiaria que falassem isso de mim” ou “imagina como essa pessoa deve estar se sentindo mal”, já é um ótimo sinal de que esse perfil não merece espaço no seu feed.
Atenção!
Um ponto importante: nem sempre a melhor atitude é só dar unfollow. Há casos em que o certo mesmo é denunciar. Racismo, homofobia, intolerância religiosa, preconceito, golpes, extremismo. Nada disso é “opinião”, é crime. E, embora as plataformas deixem muita coisa passar (a gente sabe como funciona quando os próprios donos normalizam certos discursos), o mínimo que nos resta é fazer a nossa parte.
E quem seguir?
Calma: tem muita gente produzindo conteúdo interessante. Uma boa forma de renovar o feed é perguntar para os amigos quais são os perfis favoritos deles. Também vale incluir criadores que falem sobre o que você realmente quer aprender — finanças, psicanálise, cinema, ciência, política… —, além de veículos com uma apuração séria, projetos independentes que entregam uma boa curadoria (seja artística, seja de memes) e até pessoas que compartilham boas notícias, algo cada vez mais necessário pra não perder a esperança. Se é pra passar tempo nas redes, que seja com quem soma.
Pra saber mais:
· A editoria “Quem estamos seguindo”, do site da Gama Revista.
· O episódio “Como é a rede social que a gente quer?”, do podcast Café da Manhã.
· O livro A alegria em ficar de fora: Como se desconectar do mundo digital e se reconectar com você, as pessoas e a natureza (2025), de André Carvalhal.
· O artigo “Can social networks help us be more creative?”, da University of Rochester, nos Estados Unidos.”
texto: Dandara Fonseca | edição: Adriana Setti
Foto de capa deste post: https://influency.me/blog/





