Chute Certo promove estreia de atleta da etnia Krenak

O Instituto Mover, por meio do projeto Chute Certo, reafirma sua missão de transformação social ao ampliar fronteiras e consolidar-se como referência na formação cidadã e esportiva de jovens atletas. A mais recente demonstração dessa abrangência veio no último sábado (21/2), com a estreia de um atleta descendente da etnia Krenak, oriundo da região de Resplendor, no Espírito Santo.

Trata-se do volante Adão Krenak Félix Damasceno, que chegou a Ipatinga acompanhado do pai, Maurício Félix Viana, conhecido como Tito Krenak. A trajetória da família até o Vale do Aço simboliza não apenas um deslocamento geográfico, mas sobretudo um movimento de esperança e oportunidade proporcionado pelo projeto.

Adão “o Índio” estreou com personalidade e segurança na expressiva vitória do Chute Certo por 5 a 1 sobre o Jabaquara, em partida válida pela Copa Metropolitana, competição sediada em Ipatinga. O desempenho consistente do jovem volante reforça o compromisso técnico do projeto, que alia formação esportiva qualificada a um sólido trabalho de desenvolvimento humano.

Para o médico e diretor do Chute Certo, Higor Carlech, o momento representa um avanço significativo na missão institucional do projeto, criando oportunidades para jovens de diferentes contextos socioeconômicos e culturais.

“Nossa responsabilidade só aumenta, mas, por outro lado, o apoio dos pais dos atletas, o trabalho de nossa comissão técnica e a busca por novos investidores são indicadores que nos motivam a seguir oferecendo formação sem custos para nossa categoria de base”, destacou.

A chegada de um atleta da comunidade Krenak evidencia que o alcance do projeto ultrapassa barreiras sociais e regionais, reafirmando o compromisso do Instituto Mover com a diversidade, a inclusão e a formação integral de seus atletas.

Território

Os Krenak (ou Borun) são um povo indígena de língua Macro-Jê. Vivem em uma reserva de 4.000 hectares no município de Resplendor, MG. Seu território tradicional foi severamente afetado pelo rompimento da barragem de Mariana em 2015, que contaminou o Rio Doce, local sagrado e fonte de subsistência.

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