Avanço que transforma vidas

Hospital Márcio Cunha realiza implante moderno de marca-passo alinhado à fisiologia do coração

O Hospital Márcio Cunha (HMC) deu um passo histórico na assistência cardiológica ao realizar um procedimento inédito na instituição: o implante de marca-passo com eletrodo fisiológico. A técnica, considerada mais moderna e alinhada ao funcionamento natural do coração, marca um avanço significativo no cuidado com pacientes que dependem de estimulação cardíaca contínua e reforça o compromisso do Hospital com inovação, segurança e qualidade de vida.

O procedimento, realizado no último mês, contou com a participação do cardiologista eletrofisiologista, Dr. Raphael Diniz, e da cardiologista arritmologista e eletrofisiologista, Thatiane Ticom, ambos do Hospital Márcio Cunha, e foi conduzido pelo cardiologista Rafael Pires, profissional formado em São Paulo, com especialização em arritmia, eletrofisiologia e implante de marca-passos, que atua em São Paulo e Muriaé. Ele participou como proctor, ou seja, para auxiliar e capacitar a equipe durante o procedimento. “Esse é um processo que exige tempo, treinamento e troca de conhecimento. À medida que a equipe vai absorvendo essa técnica, o Hospital estará plenamente apto a realizar esses implantes de forma independente, beneficiando diretamente nossos pacientes”, ressalta o Dr. Raphael Diniz.

A paciente beneficiada foi Jaqueline Fideles, de 35 anos, moradora de Iapu. Ela nasceu com bloqueio atrioventricular total, uma condição caracterizada pela falha na comunicação elétrica entre os átrios e os ventrículos do coração.

Diferentemente do marca-passo convencional, o implante com eletrodo fisiológico permite que a estimulação elétrica siga o caminho mais próximo possível do sistema natural do coração, promovendo uma contração mais sincronizada e eficiente. “Esse tipo de marca-passo faz com que o coração bata de forma mais fisiológica, preservando a função cardíaca ao longo do tempo. Isso se traduz em mais disposição, menor risco de insuficiência cardíaca, redução da necessidade de medicamentos e uma recuperação muito mais rápida”, explica o Dr. Raphael Diniz.

O procedimento é realizado por meio do implante de um eletrodo especial, posicionado estrategicamente após um cuidadoso mapeamento do sistema elétrico cardíaco, técnica que exige alto grau de especialização. No caso de Jaqueline, o novo implante foi decisivo. Após receber um marca-passo convencional em fevereiro de 2024, ela passou a apresentar piora importante da função cardíaca. Exames de ressonância magnética e ecocardiograma com strain mostraram que a estimulação anterior estava causando dissincronia no coração. “Com o eletrodo fisiológico, conseguimos corrigir essa desorganização elétrica, permitindo que o coração recupere sua força e funcione de forma harmoniosa”, detalha o médico.

A estimulação fisiológica começou a ser utilizada no Brasil por volta de 2021 e vem ganhando espaço justamente pelos benefícios clínicos a longo prazo. Segundo os especialistas, o eletrodo fisiológico pode ser indicado para praticamente todos os pacientes que terão dependência futura de marca-passo, sem a necessidade de esperar uma piora clínica para intervir. “Quando já sabemos que o paciente precisará de estimulação contínua, podemos optar diretamente por essa tecnologia, oferecendo uma solução mais completa desde o início”, completa o cardiologista.

Para Jaqueline, o procedimento representa um novo começo. “Sempre tive muito receio em relação ao marca-passo, mas quando descobri, por meio do Dr. Raphael Diniz, que existia uma técnica mais moderna e menos invasiva, isso me encheu de esperança. A sensação é de que agora posso ter uma vida normal, como qualquer outra pessoa. Assim que o procedimento terminou, os médicos me explicaram que tudo tinha sido um sucesso e que meu coração já estava recebendo os estímulos da forma correta. O pós-operatório foi muito tranquilo e, desde então, já percebo uma melhora significativa na minha qualidade de vida”, conta.

Ela também destaca o acolhimento recebido durante todo o processo. “Desde o primeiro momento fui muito bem cuidada. Durante toda a semana, o Dr. Raphael Diniz me manteve informada sobre cada etapa, e ao chegar ao Hospital fui recebida por uma equipe extremamente atenciosa. As enfermeiras me acompanharam o tempo todo, inclusive durante a cirurgia, segurando minha mão, o que me trouxe um conforto enorme. Ver o empenho de todos para que esse procedimento acontecesse só reforça o quanto o Hospital Márcio Cunha e nossa região são referência em saúde. Sou muito grata a todos os médicos, enfermeiros e à direção do hospital por me proporcionarem o que há de mais moderno em tecnologia e cuidado, devolvendo minha qualidade de vida”, relata Jaqueline, emocionada.

A realização desse procedimento inédito reforça o papel do Hospital Márcio Cunha como referência em alta complexidade e evidencia que a busca constante por novas tecnologias e capacitação profissional tem um único objetivo, que é oferecer aos pacientes tratamentos cada vez mais eficazes, seguros e alinhados ao que há de mais moderno na medicina.

Hospital Márcio Cunha

Hospital geral de alta complexidade com 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três unidades, sendo uma unidade exclusiva para o tratamento oncológico. Atende a uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com prestação de serviços nas áreas de ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros. No último ano, foram cerca de 5.200 partos realizados no HMC, cerca de 36 mil internações, mais de 18 mil cirurgias, mais de 60 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III), pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-americana Newsweek entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais e 27º melhor do país.

 

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