Diversidade, cores e fundo no mar marcam as tendências para o Verão 2022

E A MODA, COMO VAI? OS DESFILES, O COMPROMETIMENTO, TUDO MUDOU!

A essência dos desfiles da semana de moda de hoje iniciou em 1918, quando as maisons de alta costura de Paris começaram a realizar seus desfiles em datas fixas. Até hoje, as semanas de moda têm sido um evento importante para a indústria.

Com as restrições devido à pandemia aos poucos ficando mais flexíveis, a indústria tem a possibilidade de pensar sobre diferentes formatos – pessoalmente, virtual ou híbrido.

Conclusão: os desfiles deste 2021 mostraram menos novidades e mais retalhos de ideias do presente, com sobreposições, aconchego e pitada de glamour.

A urgência em criar novidades para eventos cada vez mais frequentes tem levado muitos criativos à estafa emocional e física. O estresse no trabalho tem feito com que nomes importantes do mundo da moda encabecem uma nova forma de pensar mudanças na cadeia de produção.

Por outro lado, a indústria da moda tem um papel significativo na saúde do planeta, sendo responsável por 10% da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa e um consumo de água exorbitante. Tudo isso sem falar no acúmulo de lixo causado pelos resíduos têxteis: cerca de 500 mil toneladas de microfibra por ano e algo em torno de US$ 500 bilhões por ano com o descarte de roupas que não foram vendidas por marcas de luxo que não abrem mão de oferecer apenas produtos exclusivos.

Para muitos criativos essa é, finalmente, uma oportunidade para o mundo fashion mudar e crescer ainda mais, só que de uma forma sustentável.

O viés colaborativo se torna cada vez mais forte, e não só em relação aos desfiles de moda das grandes semanas. A ideia é usar as plataformas como vitrines ainda mais interativas de marcas e lojas.

Vestidos com corte trapézio nas cores verde e laranja fluorescente, laços enormes, casacos coral e lavanda, shorts, minissaias e jaquetas estruturadas: a coleção primavera-verão 2022 rompe com o estilo fluido e matizado da diretora artística de moda feminina da Dior, Maria Grazia Chiuri.

A pandemia mudou a maneira como nos vestimos? “Há uma mudança em como nos sentimos, todos nos vemos mais vulneráveis, e cada um responde à sua maneira, alguns querem se isolar e outros vivem intensamente. Para mim, você tem que viver todos os dias”, declarou a estilista italiana Maria Grazia, da Dior, à AFP.

Para a CEO da Bristish Fashion Council, Caroline Rush, por exemplo, o mundo da moda precisa refletir mais profundamente sobre a sua influência na própria sociedade, na identidade e na cultura, criando produtos sustentáveis que sejam valorizados e respeitados.

Assim, se por um lado as plataformas para desfiles de moda e eventos online refletem uma maior democratização, por outro também são amigas do planeta.

Os eventos online demandam menos movimentação de pessoas ao redor do mundo, o que colabora para a geração de menos lixo nas cidades sedes das fashion weeks, menos gastos e descartes com convites, materiais impressos e cenários de luxo, por exemplo.

Ao mesmo tempo, o consumo consciente, que já ganhava cada vez mais forma, se torna ainda mais presente durante a pandemia. Com isso, o ritmo frenético de quatro a seis desfiles de moda com novas coleções por ano e o não reaproveitamento de peças não comercializadas está se mostrando uma forma ultrapassada de pensar o mundo fashion.

Fonte: https://www.haco.com.br/blog

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