USIMINAS REVERTE PREJUÍZO E REGISTRA LUCRO

A Usiminas apresentou nesta sexta-feira, 14/02, os resultados referentes ao quarto trimestre de 2019. A companhia encerrou o período com um lucro líquido de R$ 268 milhões, contra um resultado líquido negativo de R$ 139 milhões no terceiro trimestre do ano passado.  O Ebitda Ajustado Consolidado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no quarto trimestre atingiu R$ 468 milhões e a margem Ebitda Ajustado alcançou 12%. No trimestre anterior (3T19), esses indicadores atingiram, respectivamente, R$ 441 milhões e 11%.  No ano, a empresa contabilizou lucro líquido de R$ 377 milhões, Ebitda Ajustado Consolidado de R$ 2 bilhões e margem Ebitda de 13%.

Entre os principais indicadores de 2019 estiveram também o volume de vendas de aço, de 4,1 milhões de toneladas e o volume recorde de vendas de minério de ferro, de 8,6 milhões de toneladas. Destaque ainda para a receita líquida (R$ 14,9 bilhões), que registrou uma elevação de 8,8% quando comparada com 2018 (R$ 13,7 bilhões), em função, principalmente, de maiores volumes e preços de venda na Unidade de Mineração e aos maiores preços praticados na Unidade de Siderurgia.

O presidente da Usiminas, Sergio Leite, ressalta o novo perfil de endividamento conquistado pela empresa, com melhores prazos e custos financeiros. “Demos importantes passos no final do ano passado no que diz respeito ao endividamento da companhia. Em operações muito bem-sucedidas, emitimos bonds no valor de US$ 750 milhões em julho e, em outubro, emitimos debêntures no valor de R$ 2 bilhões. Além disso, com recursos recebidos de uma ação judicial, quitamos cerca de R$ 750 milhões da nossa dívida”, afirma Leite.

Na avaliação do CEO, apesar dos desafios de uma economia que continua apresentando resultados aquém do esperado, todos os esforços da Usiminas vêm sendo concentrados na busca da perenidade e sustentabilidade dos resultados. 

Outros Indicadores

Na Siderurgia, o Ebitda Ajustado atingiu R$ 184 milhões no quarto trimestre de 2019, com redução de 13,5% em relação ao 3T19 (de R$ 213 milhões). No mesmo período, a margem Ebitda Ajustado foi de 6%, em linha com o registrado no trimestre anterior (3T19). No acumulado do ano de 2019, o Ebitda Ajustado da Siderurgia atingiu R$ 1,1 bilhão, contra R$ 2,4 bilhões no ano anterior. A margem Ebitda Ajustado em 2019 alcançou 8,7%, contra 19,3% em 2018.

No quarto trimestre de 2019, a Mineração Usiminas (Musa) registrou um Ebitda Ajustado de R$ 209 milhões, aumento de 11,3% em comparação ao terceiro trimestre (R$ 188 milhões). A margem Ebitda Ajustado no período ficou em 36,4%, contra 33,9% no terceiro trimestre de 2019. No ano, a Musa registrou o maior Ebtida Ajustado de sua história, R$ 740 milhões, um aumento de 264,4% quando comparado a 2018 (R$ 203 milhões). A margem Ebitda Ajustado registrou 37,2% no ano passado e 18,7% em 2018.

Reflexo da estagnação de projetos nos setores de óleo e gás e infraestrutura no país, o Ebitda Ajustado da Usiminas Mecânica ficou negativo em R$ 10 milhões no quarto trimestre de 2019, contra R$ 6 milhões negativos no terceiro trimestre. A margem Ebitda Ajustado no quarto trimestre de 2019 foi de 7,6% negativa, e de 4,6% negativa no trimestre anterior (3T19). No acumulado de 2019, o Ebitda Ajustado da Usiminas Mecânica foi negativo em R$ 16 milhões, contra os R$ 21 milhões negativos de 2018. A margem Ebitda Ajustado ficou negativa em 3,9% no ano de 2019 e em 6,1% negativos em 2018.

Na Soluções Usiminas, que atua no mercado de distribuição e processamento de aço, além de serviços e fabricação de tubos de pequeno diâmetro, o Ebitda Ajustado no quarto trimestre do ano passado foi de R$ 34 milhões, uma elevação de 7,9% quando comparado aos três meses anteriores (3T19), quando atingiu R$ 32 milhões. Já a margem Ebitda Ajustado ficou em 3,6% no período, contra 3,2% no terceiro trimestre. No acumulado do ano de 2019, o Ebitda Ajustado da Soluções Usiminas atingiu R$ 120 milhões, alta de 2,1% em relação a 2018 (R$ 118 milhões), resultando em um Ebitda recorde na Unidade de transformação do aço. A margem Ebitda Ajustado atingiu 3,2% no ano de 2019 e 3,6% em 2018.