USIMINAS, OS SETE SAMURAIS E O GRUPO DOS 10

Focado na retomada da Usiminas, o Grupo dos 10 (profissionais que têm o atual desafio de desenvolver e executar projetos para a empresa voltar a crescer) recebeu um grande incentivo na terça-feira, em evento que abriu, em Belo Horizonte, as homenagens do aniversário de 60 anos de fundação e 54 de operação da empresa. O time de profissionais criado para conceber e implementar projetos que viabilizem o crescimento da companhia se encontrou com os Sete Samurais, equipe composta por notáveis engenheiros que foram enviados ao Japão, em 1958, para conhecer técnicas de siderurgia que foram aplicadas na implantação e operação da usina que estava sendo construída.

Durante o encontro, o presidente da Usiminas, Sergio Leite, afirmou ao Grupo dos 10 que assumiu um compromisso com os Samurais. “A Usiminas vai ressurgir forte e vibrante, nos próximos anos”, disse.

O coordenador do Grupo dos 10 e diretor de Tecnologia da Informação da Usiminas, César Bueno, fez uma apresentação para os Samurais das frentes prioritárias para retomada da empresa. “A partir dos cinco macro projetos que foram definidos e validados com a diretoria, estabelecemos metas gerenciais, que estão sendo revisadas positivamente, a cada mês”, afirmou.

Para a Usina de Cubatão, Bueno destaca que as principais ações têm como objetivo aumentar a produção, melhorar o mix de vendas e reduzir os custos fixos e variáveis da atividade industrial, tornando a unidade rentável até o final de dezembro. A usina teve as atividades de suas áreas primárias paralisadas e já garantiu a compra de 100 mil toneladas de placas de aço de terceiros para serem laminadas por mês, em média, até o final do ano.

Sobre a Usina de Ipatinga, o coordenador do Grupo dos 10 ressaltou que estão sendo realizadas ações para melhorar os resultados industriais, reduzir o custo operacional, dos grandes reparos, e o gasto com materiais e manutenção, garantindo a qualidade e eficiência da produção na unidade, que já opera com elevado índice de eficiência.

Além desses dois macro projetos, o Grupo dos 10 também estabeleceu as frentes de ação em Recursos Humanos, Contratos e Receitas.

Em relação ao projeto Recursos Humanos, Bueno disse que o foco é o desenho de uma nova estrutura organizacional. “Estamos tornando a Usiminas mais enxuta e ainda mais ajustada ao novo cenário, com mais eficiência e menos burocracia, o que facilita a tomada de decisão”, comentou. Dos resultados obtidos até o momento no projeto Recursos Humanos, cerca de 30% dizem respeito à redução de despesas administrativas e 70% da redução de mão de obra gerencial.

Outra frente de atuação do Grupo dos 10 é a revisão e adequação dos contratos da Usiminas. Dos resultados atingidos, 35% dizem respeito à Usina de Ipatinga e 65% à de Cubatão. O número na unidade paulista é maior devido à redução de terceiros nas áreas primárias que foram desativadas.

O último projeto estruturante estabelecido pelo Grupo dos 10 é o que visa o aumento de Receita, por meio do aumento de preços e também do volume de vendas.

Além das cinco frentes de atuação do Grupo dos 10, a Usiminas também realiza movimentos para fortalecer o caixa da companhia. Em meados de julho deste ano os acionistas aprovaram, por unanimidade, o aumento de capital da ordem de R$ 1 bilhão. A empresa está em estágio avançado na renegociação da sua dívida da ordem de R$ 7,2 bilhões, com três anos de carência e 7 anos para amortizar.

(Da assessoria de comunicação da Usiminas)