USIMINAS: CONSELHEIRO COMEMORA ACORDO ENTRE ACIONISTAS

Luiz Carlos Miranda, encarregado de promover a paz entre japoneses e italianos, comemorou o anúncio da retomada da produção da usina

“A retomada das operações do alto-forno número 1 da Usiminas em Ipatinga, já a partir de agosto deste ano, é o primeiro passo do acordo de paz entre acionistas japoneses e italianos do qual fui encarregado de promover a pacificação dentro do Conselho Administrativo”. A declaração é do conselheiro Luiz Carlos Miranda, representante dos trabalhadores no Conselho, comemorando a aprovação da retomada da produção da Usiminas com base em uma proposta que foi apresentada por ele. Luiz está em viagem a região central de Minas e ao Triângulo Mineiro.

Reunidos em São Paulo, na quinta-feira (11), os conselheiros aprovaram a sugestão de Luiz Carlos, fundamentada em estudos sobre o impacto que essa medida poderia causar na saúde financeira da empresa e na comunidade onde a Usiminas está inserida há quase 60 anos. De acordo com o advogado graduado em Direito Social e fundador da Força Sindical e do Solidariedade em Minas, a retomada das operações do alto-forno número 1 da usina de Ipatinga será a partir de abril de 2018, porém os reflexos deste investimentos começam já em agosto deste ano, quando mais empregos e renda serão gerados com a produção nas áreas primárias, além do aumento da capacidade produtiva.

Luiz Carlos Miranda informou que a retomada do alto-forno demandará investimentos de cerca de R$ 80 milhões e elevará a capacidade atual de produção da Usiminas, reduzindo exposição à compra de placas de terceiros. O alto-forno número 1 foi temporariamente paralisado em junho de 2015 em razão da necessidade da empresa, à época, de adequar sua produção à queda da demanda por aços planos no mercado brasileiro. A boa notícia ocorre poucos dias depois da Usiminas registrar o primeiro lucro após 11 trimestres de perdas.

“Percebo que a Ternium/Techint no Brasil e a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation, dois gigantes da siderurgia mundial, querem ver a Usiminas retomar seu protagonismo, como em seus melhores tempos. Tenho me esforçado ao máximo para que eles possam se concentrar no que nos une e não no que nos separa. Fica a lição de Nelson Mandela, grande líder mundial, que conquistou a reconciliação na África do Sul unindo os povos com um slogan: um só time, um só país. Na Usiminas, o que parecia impossível com japoneses e italianos sentados ao lado de uma mesa de negociação, se tornou um objetivo comum e até mesmo de sobrevivência. E, para simbolizar essa união, consegui fazer com que os executivos da Ternium (Oscar Monteiro) e da Nippon (Kazuhiro Egawa) celebrassem um momento de grande felicidade vestindo a camisa do Ipatinga Futebol Clube que traz a marca da Usiminas estampada. Não desistirei dessa luta. O desafio está apenas começando”, destacou Luiz Carlos Miranda.

Para Luiz Carlos Miranda, a preocupação é tentar encontrar uma solução pacífica para a briga que está gerando para a Usiminas e toda comunidade da região “problemas por causa da falta de consenso”. “A retomada dos investimentos mostra que essa barreira está sendo quebrada. O entendimento provoca estabilidade nos negócios da Usiminas e traz a paz social para uma geração de quase meio milhão de pessoas que moram na Região Metropolitana do Vale do Aço”, lembrou o conselheiro. Confiante, ele revelou que dentro de poucos dias, assim que houver a aprovação do Conselho, o plano de trabalho e recuperação da Usiminas será divulgado, com o estabelecimento de metas, aumento da produção e a melhoria dos resultados.