UNIMED PROMOVE MESA REDONDA PARA DISCUTIR ÉTICA

Médicos cooperados da Unimed Vale do Aço se reuniram para debater os princípios morais da profissão na prática diária e na formação. O assunto foi discutido em uma Mesa Redonda, realizada nesta segunda-feira (17), no auditório do HMU.

O encontro se baseou na tese de mestrado defendida recentemente pelo médico infectologista cooperado da Unimed Vale do Aço, Dr. Márcio de Castro. “A discussão de ética sempre me motivou, tanto sob o viés da filosofia, quanto na prática médica. A medicina é uma das profissões com maiores expectativas e exigências de comportamento moral e, a todo momento, lidamos com questões e dilemas éticos. Entretanto, pouco se discute ou se investe no desenvolvimento moral. Encontrei bons resultados em todo o estudo feito para a estruturação do meu mestrado, e nada melhor do que trazer o assunto para debate com outros médicos, que além de praticarem a profissão, são docentes e formam os futuros médicos”, afirmou o Dr. Márcio de Castro.

Após fazer a apresentação da tese defendida, o infectologista deu início a discussão do assunto. Os cooperados Dr. Adir de Paula, também delegado do CRM e Dr. Josué Gonzaga, representante da especialidade Ginecologia e Obstetrícia da Unimed, compuseram a mesa e contribuíram para o debate. Dr. Adir relatou que observa que os casos de judicialização estão presentes em situações onde o médico não prioriza o paciente e enfatizou os dados apresentados que trazem a empatia como um pilar extremamente importante para a conduta moral do médico. A pauta levantou questionamentos e argumentações entre os cooperados, que participaram ativamente trazendo seus dilemas éticos vividos em seus atendimentos médicos. A discussão foi calorosa e durou duas horas e meia.

Dr. Thayles Vinícius Moraes contribuiu com a discussão relatando que “não há um padrão que podemos seguir com todos os pacientes que atendemos, há situações em que a moralidade nos leva a uma reação e em outras que a ação é diferente. Sabemos do juramento feito e dos princípios morais que ele nos dita, mas não há uma regra que pode ser aplicada em todos os casos. Cabe a nós, médicos, sermos éticos e priorizarmos a vida de nossos pacientes, que são nossa maior responsabilidade”.