UNIMED CELEBRA O DIA MUNDIAL DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

Em tempos de pandemia, a higienização correta das mãos se tornou essencial para a prevenção de infecções, podendo salvar vidas. Para 2020, o dia Mundial da Higienização das Mãos, criado há quatro anos e celebrado neste 05 de maio, vem para reforçar a importância da atitude e a responsabilidade de cada um de nós no combate a COVID-19.

Pedro Carneiro, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HMU, explicou que a limpeza das mãos dentro de unidades de saúde é primordial para a segurança dos pacientes. “Quando alguém entra em contato com uma superfície ou paciente, as mãos passam a carregar alguns germes que podem ser transmitidos de uma pessoa para a outra. Geralmente, em hospitais, essas bactérias são mais resistentes a alguns antibióticos e tratamentos. Isso, além de aumentar os custos, contribuiu para a piora dos pacientes, prolonga o tempo de internação e possibilita os casos mortalidade. Diante da nossa realidade, em que lidamos com um vírus que já matou milhões em todo o mundo e ainda não há medicação ou vacina para seu combate, a higienização das mãos se tornou essencial. Daí a importância dessa higienização, uma vez que ela reduz significativamente a disseminação de doenças e é a forma mais barata, com melhor custo/benefício para se prevenir infecções”, explicou.

O médico ainda esclareceu como deve ser feita a higienização correta das mãos. “As vezes achamos que lavar a palma das mãos é suficiente, porém, toda sua superfície é hospedeira de bactérias. Normalmente os cantos das unhas, entre os dedos, nos punhos, as laterais das mãos, são áreas negligenciadas no momento da higienização. Nosso foco com essa ação é o de relembrar aos colaboradores que a higienização das mãos é um trabalho contínuo”, acrescentou o Dr. Pedro Carneiro.

O médico infectologista reforçou o papel da higienização correta das mãos na garantia da segurança dos usuários de unidades de saúde. “Ao entrar no hospital, o paciente não deixa de correr riscos, seja por uma infusão de uma medicação feita de forma incorreta, uma transfusão, além de questões relacionadas a infecção hospitalar, que é um problema mundial. Os hospitais são locais em que os pacientes internados, principalmente quando se tratam de idosos e crianças, se tornam suscetíveis a infecções. Então são vários cuidados, incluindo a higienização das mãos, que permitem que os pacientes sejam tratados de forma segura nas unidades de saúde”, concluiu.