SÉRGIO LEITE PROMOVE ENCONTRO DOS SETE SAMURAIS COM O G10

O passado e o presente unidos pelo futuro da Usiminas. É com este foco que o presidente da Usiminas, Sérgio Leite, reúne o grupo que contribuiu para a construção da empresa e profissionais que têm o desafio de desenvolver e executar projetos para a retomada da companhia.

Quando um grupo de engenheiros brasileiros embarcou rumo ao Japão, em 1958, com a missão de absorver a experiência e o conhecimento de uma das principais empresas do setor siderúrgico do mundo, não poderia imaginar que inspiraria, quase seis décadas depois, a retomada da companhia que ajudou a criar. Em comemoração aos 60 anos de fundação e 54 anos de operação da Usiminas, os 7 Samurais – como os primeiros engenheiros da empresa ficaram conhecidos – voltam à cena. Na próxima terça-feira (6), eles irão se encontrar com o Grupo dos 10, formado há apenas quatro meses, mas com um papel tão fundamental quanto o de seus inspiradores: desenvolver projetos que viabilizem a volta do crescimento da Usiminas.

No encontro, que será realizado na sede da Usiminas, em Belo Horizonte, o grupo que ajudou a construir a companhia no passado irá conhecer as ações desenvolvidas pela equipe focada no futuro da empresa. Formado por executivos e técnicos de todas as Vice-Presidências da empresa, o Grupo dos 10 tem como objetivo apresentar soluções rápidas e eficazes para todas as áreas da companhia, com o foco na redução de custos, aumento das vendas e retomada em escala da geração de resultados da empresa.

Atualmente, o Grupo dos 10 orienta ações para cinco frentes de trabalho: Projeto Ipatinga, Projeto Cubatão, Recursos Humanos, Contratos e Receitas. Na Usina de Cubatão, em São Paulo, as ações visam desenvolver um novo modelo de negócio na unidade, tornando-a sustentável por meio da laminação de placas. Em Ipatinga, o esforço é para tornar a Usina mais eficiente e rentável, alcançando resultados ainda melhores.

Na área de Recursos Humanos, o foco está na implantação de uma nova estrutura organizacional, mais enxuta e eficiente e em linha com a atual capacidade de produção da empresa, ajustada à demanda do mercado siderúrgico. Há também iniciativas para renegociação e revisão dos contratos da empresa; e uma frente voltada para o aumento das receitas, por meio da otimização das práticas comerciais para a melhoria das margens.

Para o presidente da Usiminas, Sergio Leite, a expectativa é que os resultados do Grupo dos 10, no futuro, sejam tão importantes para a história da companhia quanto foi a contribuição dos 7 Samurais. “O trabalho realizado pelos Samurais foi fundamental para a construção da Usiminas. Agora, o Grupo dos 10 tem o desafio e a oportunidade de também escrever seu nome na história da companhia”, afirmou.

Sobre os 7 Samurais

Apesar de serem chamados de 7 Samurais, a equipe era formada por dez profissionais, que foram batizados em alusão ao clássico filme do cineasta japonês Akira Kurosawa. Eles participaram do programa de intercâmbio com engenheiros e técnicos da Nippon Steel e permaneceram no Japão por um ano. Ao retornarem, assumiram funções relevantes nas obras de construção da Usina de Ipatinga. Mais tarde, ocuparam cargos de liderança nos diversos setores da estrutura administrativa e operacional da empresa.

Os 7 Samurais da Usiminas foram Helder Parente Prudente (coqueria), João Geraldo Pessoa Evangelista (controle de qualidade), Álvaro Luiz Macedo de Andrade (instrumentação e combustão), Manoel Moacélio de Aguiar Mendes (sinterização), Antônio Pedrosa da Silva (laminação), Maurício de Mello (planejamento e controle de produção), Valério da Silva Fusaro (aciaria), José Barros Cota (altos-fornos), José Eulálio Pinto (manutenção eletromecânica) e Cássio Lanari Guatimosim (transporte e apoio à operação). Alguns estão na foto que estampa esta matéria.