SARAMPO: PEDIATRA ADVERTE QUE VACINA É O MEIO MAIS EFICAZ DE PREVENÇÃO

Vacinar é o meio mais eficaz de prevenção contra o sarampo, doença infecciosa, causada pelo vírus Morbillivirus, que pode ser rapidamente transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, espirrar ou falar. Rotineiramente, a primeira imunização contra a doença é realizada aos 12 meses de vida, por meio da vacina Tríplice Viral que previne contra o sarampo, a rubéola e caxumba. Já aos 15 meses, o bebê deve tomar a vacina Tetra Viral, que além de imunizar contras as mesmas doenças da primeira vacina, previne também a varicela.

Devido ao surto atual de sarampo, o Ministério da Saúde recomenda que uma dose adicional (chamada de dose zero) seja administrada mais precocemente – entre seis e 12 meses de vida – para ampliação da cobertura vacinal. Todas as vacinas contra o sarampo são oferecidas gratuitamente nas unidades de saúde.

As pessoas que não foram imunizadas, que estão com o calendário incompleto ou menores de 12 meses de vida estão entre a população que possui maior risco de contrair a doença. “É importante lembrar que a vacina é segura, os efeitos adversos mais comuns são leves e é a única maneira de proteção contra o Sarampo. As reações costumam ser limitadas a febres e dor muscular no local de aplicação. Pessoas que tenham entre um e 29 anos devem ter duas doses registradas no cartão de vacina. As que têm entre 30 e 49 anos e que contam com registro de uma dose da vacina são consideradas imunizadas”, explica a pediatra do Usifamília, Ana Luiza Mendes Barcelos e Santos.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou, em 2018, mais de dois mil casos da doença, que já estava erradicada no país. Entre 09 de junho e 31 de agosto de 2019, o país notificou 20.292 casos de Sarampo, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados. Bebês que ainda não foram vacinados, crianças menores de cinco anos, gestantes, idosos e pacientes com câncer ou com HIV estão entre os grupos que podem manifestar uma forma mais grave da doença.

De acordo com Ana Luiza, os sintomas do Sarampo costumam ser parecidos com os de outras doenças respiratórias. “Os pacientes podem apresentar febre alta, tosse, coriza e conjuntivite e mal-estar intenso. Em três a cinco dias surgem às manchas vermelhas que se iniciam atrás da orelha e que se espalham pelo corpo. Mesmo as crianças que são previamente saudáveis, os sintomas podem ser intensos. Algumas complicações podem ocorrer, porque a imunidade do paciente fica comprometida. As mais comuns são infecções de ouvido, pneumonia e diarreia. Nos casos mais graves a doença pode levar a morte”, afirma a médica.

Em caso de adoecimento é preciso que o doente busque orientação junto ao seu médico da família. “Após a confirmação do diagnóstico, o caso deve ser notificado. Sendo assim, o paciente deve evitar o contato com pessoas não infectadas e os indivíduos que tiveram contato com o doente devem receber uma dose de vacinação de bloqueio. Não existe tratamento específico para a doença, mas os sintomas podem ser amenizados. O paciente infectado deve consumir muito líquido, fazer repouso e manter uma alimentação saudável”, conclui Ana Luiza.