SALVEM AS ABELHAS, SALVEM O PLANETA!

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as abelhas são responsáveis por 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo. Assim, “o que antes era a imagem pitoresca de insetos zumbindo em torno de flores multicoloridas transformava-se, agora [com Darwin], num drama essencial da vida, cheio de significado e profundidade biológica”, como escreveu o neurocientista Oliver Sacks, no livro O Rio da Consciência.

Há meses, no entanto, esse “drama essencial da vida” parece estar sendo dirigido por Quentin Tarantino: entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, cerca de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Análises laboratoriais e laudos técnicos — como o do Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul (Lanagro-RS), do Ministério da Agricultura — apontam para a presença de agrotóxicos nas abelhas mortas, no mel, nas crias e nos favos.

Entre os inseticidas encontrados estão aqueles à base de neonicotinóides e o Fipronil, produto proibido na Europa por conta do risco aos insetos, e responsável por um escândalo alimentar envolvendo seu uso ilegal e ovos de galinha contaminados, em 2017.

Por Nathan Fernandes (@nathanef)

Fonte: https://br.financas.yahoo.com/noticias/agrotoxicos-riscos-saude-070029268.html