PROJETO MUSICAL LEVA CHORO A COCAIS DAS ESTRELAS

Na tarde do último domingo (30), a quadra da comunidade de Cocais das Estrelas, distrito de Antônio Dias, recebeu o projeto Chorinho do Vale. Idealizado a partir de um programa de rádio comandado pelo jornalista e historiador, Sávio Tarso, e pelo radialista Edmilson Amigão, a iniciativa leva às cidades do Vale do Aço canções e histórias desse gênero centenário, genuinamente brasileiro. 

Era meio da tarde, quando a comunidade se reuniu para prestigiar a a rica playlist do Choro do Vale, que interpretou clássicos da música brasileira, com arranjos elaborados pelo músico Rubinho do Bandolim. 

Moradora do distrito, Maria de Fátima de Almeida prestigiou o evento ao lado da família. Para ela, eventos como este é a grande novidade para o povoado, “contemplado com poucas iniciativas culturais. Pra gente, é uma alegria muito grande poder contar com show tão bom como este,  o Chorinho do Vale”, declarou. 

Outra integrante da plateia, Nair Aparecida, acompanhou a apresentação cantando clássicos, como Carinhoso, e se alegrou ao ouvir canções como Tico Tico no Fubá e Brasileirinho. “São músicas que marcaram uma geração. Pra mim, foi um presente poder relembrar momentos da minha vida que foram musicalizadas por essas canções”, recorda.

“O Chorinho do Vale visa popularizar essa cultura musical em vários espaços públicos do Colar Metropolitano do Vale do Aço, apresentando música de qualidade a que têm pouco acesso a composições que estão fora do circuito comercial. O projeto, além de oportuniza o acesso à arte do choro, tornando espaços das cidades mais atrativos para a população”, destacou o radialista Edmilson.

O Chorinho do Vale conta com o patrocínio da Cenibra, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto é uma realização de Sávio Tarso, e a produção leva a assinatura da Fino Trato, de Leila Cunha. Neste mês de julho, o projeto realizará sua última apresentação da temporada na cidade de Belo Oriente.

O chorinho

Choro refere-se ao estilo musical. Já a expressão chorinho passou a ser utilizada nos anos de 1970 para denominar os velhos grupos de choro e os encontros entre os “chorões”, ou seja, instrumentistas do choro.