PATROCÍNIO DA USIMINAS: INICIADA A REFORMA DA ACADEMIA OLGUIN

Patrimônio histórico de Ipatinga, a Academia Olguin começa a passar pelo processo de reforma graças a um projeto apresentado pela Associação Pró-Cultura de Ipatinga e patrocinado pela Usiminas, com apoio do Instituto Cultural Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. As intervenções no espaço tiveram início nesta semana e a previsão de conclusão da obra é no primeiro semestre de 2019.

O principal objetivo é permitir que a Academia volte a ter condições técnicas para receber apresentações artísticas e culturais na cidade. A Academia Olguin, que abriga salas de ensaio, teatro com 205 lugares e palco com cerca de 80 metros quadrados, receberá novo telhado, novas instalações elétricas, pintura e correção de revestimentos, além de reparos hidráulicos, sinalizações e saídas de emergência, entre outras adequações.

O projeto tem o objetivo de valorizar a memória cultural de Ipatinga com o restauro de um espaço que é marco importante na trajetória de vários grupos da região do Vale do Aço; dotar o espaço de condições técnicas para continuar sendo local de fomento e incentivo a ações culturais, como dança, teatro, artes visuais, música, literatura, bem como eventos ligados às artes marciais; abrir espaço para exposições de artistas plásticos da região; contribuir para o crescimento artístico do Vale do Aço visando dar condições de sustentação ao movimento regional.

A Academia Olguin surgiu na década de 70 com a chegada ao Vale do Aço da bailarina Zélia de Souza Franco Olguin que, com o apoio da Usiminas, adaptou um antigo refeitório desativado da empresa em um espaço para ensinar balé clássico e caratê, esse último a cargo do marido de Dona Zélia, Mathias Olguin. O espaço logo se transformou no Teatro de Ipatinga e, durante décadas, realizou e recebeu grandes apresentações de dança, teatro e música. Quando de sua inauguração, o palco da Academia era o segundo maior do Estado, menor apenas que o palco do Palácio das Artes, na capital Belo Horizonte.

A diretora do Instituto Cultural Usiminas, Penélope Portugal, afirma que a restauração da Academia Olguin é a realização de um antigo sonho da comunidade. “Ver este espaço tão importante para a história da região ser renovado é uma grande alegria para o Instituto Cultural Usiminas. Após sua restauração a comunidade usufruirá de mais uma referência cultural na cidade”, comemora a diretora.

Filhos dos fundadores da Academia, a bailarina Salette Olguin e o carateca Júlio Olguin comemoram a reforma do espaço. “É com grande emoção que recebemos a reforma da Academia Olguin, fruto do trabalho dos nossos pais, o casal Matias e Zélia Olguin. Dizer com palavras o que estamos sentindo neste momento é inexplicável. O que nos move hoje é saber que teremos este espaço todo reformado para dar continuidade ao trabalho de nossos pais. Estamos vivendo um momento ímpar em nossas vidas, um sonho realizado. E que consigamos viver por muito tempo para continuar encantando e transformando gerações”, declaram.

 Estação Pedra Mole e Fazendinha

Além da Academia Olguin, outros dois importantes bens imóveis do patrimônio histórico serão restaurados pela Usiminas, em Ipatinga: a “Estação Pedra Mole” e a “Fazendinha”. No total, a empresa deve investir cerca de R$ 1,5 milhão em reformas e adaptações dos três imóveis. A “Estação Pedra Mole” e a “Fazendinha” já estão com seus projetos-executivos em andamento. Os três patrimônios serão restaurados no âmbito de um acordo com o Ministério Público Estadual, seguindo orientações do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico de Ipatinga.