NOVA AUDIÊNCIA NÃO É CONCLUSIVA: SHOPPING PERMANECE FECHADO

A nova audiência de conciliação realizada virtualmente no início da tarde desta quarta-feira (05), reunindo representantes do Shopping Vale do Aço, do Ministério Público, da Prefeitura de Ipatinga e do Sindcomércio, mediada pelo juiz Luiz Flávio Ferreira, foi outra vez controversa e ainda não há previsão para que a maioria das lojas do principal centro de compras do leste mineiro volte a abrir as portas. Do início da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), em março, até esta semana, nada menos que 10 empresas já anunciaram o encerramento de suas atividades no Shopping.


Conforme ressaltou o promotor de Justiça Rafael Pureza, se o município optou por não aderir ao Minas Consciente, automaticamente ele está enquadrado nas regras da Deliberação 17, cujas diretrizes atuais não autorizam a abertura de shoppings. Por sua vez, a procuradora da prefeitura, Maria Alminda, justificou que o Comitê Gestor de Crise da Covid-19 ainda não se reuniu, conforme havia prometido, em razão de o Executivo estadual não ter divulgado todos os detalhes das ondas do novo Minas Consciente, o que deve acontecer com a publicação de uma portaria nesta quinta-feira (06).

“Fato é que dos 43 shoppings mineiros, o do Vale do Aço é o único que ainda não tem autorização para abrir completamente as portas. Não somos a favor da adesão de Ipatinga ao Minas Consciente se restritivo ele for, tampouco apoiamos a Deliberação 17. O que o Sindcomércio Vale do Aço apoia e tem lutado é pela retomada da economia, ou seja, a reabertura do Shopping e de todo o comércio de rua respeitando os rigorosos protocolos de saúde necessários. Não dá pra esperar mais”, desabafa José Maria Facundes, presidente do Sindicato do Comércio.

Falta de efetividade

Os representantes do Shopping Vale do Aço presentes à reunião reclamaram da falta de efetividade em se encontrar uma alternativa para que as lojas do centro de compras possam voltar a funcionar. “Fazemos coro ao que a Intermall, administradora do Shopping, tem defendido: estamos amarrados às deliberações 17 e

39 (Minas Consciente) e é preciso encontrar uma terceira via, de maneira que o Shopping possa retomar suas atividades o quanto antes. Estar à mercê de um Comitê Gestor que é consultivo e não deliberativo é muito complicado. Esta ausência de perspectivas tem prejudicado muito a todos”, reclama Facundes.

Uma nova audiência de conciliação foi marcada para o próximo dia 13 (quinta-feira). Antes, até a próxima terça (11), a prefeitura se comprometeu a novamente reunir o Comitê Gestor de Crise.

FOTO IGOR SILVA