LOJISTAS REPUDIAM COBRANÇA CHEIA NO ESTACIONAMENTO DO SHOPPING

Empresários instalados no Shopping Vale do Aço se opõem à decisão da direção do mall, que passou a ser vigente nesta quarta-feira (1º), em retornar com a cobrança de R$ 6 para quem fica estacionado mais de uma hora no centro de compras. Desde 1º de novembro de 2016, o valor caiu para R$ 3 e, conforme os lojistas, o fluxo de clientes aumentou consideravelmente a partir de então. Após a “cobrança cheia” retornar nesta quarta, os comerciantes relatam que o número de consumidores transitando pelo shopping, sobretudo na Praça de Alimentação, já diminuiu vertiginosamente.

“Fevereiro é tradicionalmente um mês muito fraco para o comércio. Então uma iniciativa mais prudente seria isentar, ou pelo menos cair ainda mais, o valor pago no estacionamento. Voltar com os R$ 6 é um verdadeiro ‘tiro no pé’”, avalia um dos empresários contrários à cobrança e que pediu para não ser identificado. “Entendemos que R$ 3 é uma taxa justa! Estamos aqui diariamente e não vemos motivo algum para que o valor suba. Ao contrário, pois o que temos percebido é que, cada vez mais, a direção do shopping tem cortado custos, por exemplo, com a demissão de seguranças e funcionários de limpeza”, comenta outro lojista insatisfeito e que também pediu anonimato.
De acordo com informações da Associação de Lojistas do Shopping Vale do Aço, quando a cobrança caiu pela metade, em novembro, as vendas subiram cerca de 30%. “O estacionamento começou a ser pago em 11 de janeiro de 2016. Em julho, devido a uma decisão judicial, a cobrança ficou suspensa por sete dias. Foi a nossa melhor semana ano passado, com as vendas quase que triplicando. Então é óbvia a nocividade desta cobrança para nós lojistas”, explica um dos diretores da Associação.

Notificação
Ainda nesta quarta-feira, com o suporte do Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista de Bens e Serviços (Sindcomércio) do Vale do Aço, a Associação de Lojistas do Shopping tentou notificar a direção do mall por escrito, extrajudicialmente, manifestando repúdio à cobrança de R$ 6. Contudo, o documento foi recusado por funcionários, que tampouco aceitaram protocolá-lo.
De acordo com os empresários que compõem a Associação, a atual superintendência continua a cobrar taxas abusivas de condomínio e aluguel, além de não estar aberta ao diálogo para novas ações e projetos, agindo “segundo a sua própria vontade e sem consultar ninguém”. “Recentemente os proprietários dos quiosques no shopping foram surpreendidos com um aumento de mais de 30% no aluguel”, revela um lojista.
Por último, os empresários preveem que a cobrança de R$ 6 no estacionamento culmine em mais fechamento de lojas. Atualmente 108 estão desativadas em todo o shopping.