ENTREVISTA COM DR. JOÃO PAULO ROLIM MAIA: TRANSPLANTE CAPILAR

Essa entrevista o Dr. João Paulo ofereceu para a última edição de 2020 da CHIQUE! Se você não conseguiu a revista, aqui vai a matéria, que traz a solução para quem se incomoda com o fato de estar ficando careca.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRP), da qual só podem fazer parte os médicos dermatologistas da SBD e os cirurgiões plásticos, Dr. João Paulo Rolim Maia é um obstinado quando se fala em qualidade e conhecimento. Os resultados obtidos no consultório do Edifício Albert Sabin, no Centro, em Coronel Fabriciano, e na nova clínica, na Avenida Castelo Branco, 314, no edifício The Place, no Horto, em Ipatinga, o abalizam a ser considerado um dos grandes profissionais de Minas e do Brasil.

FIO A FIO, COM PRECISÃO
TEXTO RAQUEL DE CARVALHO

João Paulo Rolim Maia vem de uma família de médicos: seu pai, o saudoso Dr. Walter Maia, foi um dos fundadores do antigo Hospital Siderúrgica, hoje Hospital Dr. José Maria Morais, e atuou por décadas a serviço da população. “Nasci respirando a medicina”, conta ele, que tem uma das irmãs, Paula, médica no Rio de Janeiro. Eles assinam Rolim pelo lado da mãe, Valya filha dos pioneiros D. Chames e José Maria Rolim. João Paulo é casado com a doce e linda Ana Paula Tomé, e o casal tem duas filhas, Helena e Manuela.
Com uma aptidão especial para procedimentos delicados, minuciosos, logo que se formou, na Faculdade de Medicina de Ipatinga, escolheu especializar-se em dermatologia no Rio de Janeiro. Hoje são 15 anos de formado, e diversas áreas da especialidade, desde doenças da pele a rejuvenescimento e manutenção da juventude, passando por trabalhos importantes do ponto de vista da valorização da autoestima.
Logo que o Transplante Capilar foi introduzido como tecnologia avançada no país, Dr. João Paulo mostrou interesse e estudou muito, até chegar à excelência, executando com a mais alta eficiência esse trabalho minucioso que costuma demorar de dez a 12 horas para ser executado. “Em linhas gerais, inicialmente faz-se uma avaliação em consulta médica para saber se o tratamento é indicado, e se é necessária uma preparação anterior ao transplante, quando a área doadora é fraca e precisamos fortalecer esses fios. Antes tirava-se uma faixa no couro cabeludo e suturava a região. Agora, com um aparelho extrator de fios com micropunchs, procede-se à FUE – um termo em inglês que significa Follicular Unit Extraction ou, em português, extração de unidades foliculares – fio a fio da parte doadora, próximo à nuca, e implanta-se na unidade receptora, onde a calvície se manifestou. É demorado porque é necessário analisar cada unidade folicular – que pode ter um ou mais fios – para não implantarmos tufos que irão dar uma aparência de cabelo de boneca. Na frente, usamos unidades que têm um só fio; atrás, as que têm mais de um, para dar mais volume. É um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida”, destaca.
Esse procedimento é realizado com anestesia local e sedação por uma equipe que agrega técnicos, enfermeiros e um anestesista, que acompanha o procedimento como segurança extra para o paciente, monitorizando o coração (ele faz todos os exames pré-operatórios, risco cirúrgico…) “É uma cirurgia de menor risco, mas nem por isso devemos deixar de ter todos os cuidados. Esse cabelo cresce inicialmente durante um mês, e depois costuma cair, até o terceiro mês. Daí em diante, cresce normalmente como os outros fios. E como saíram da parte posterior da cabeça, onde a estrutura da raiz do fio não possui a genética da calvície, ele nunca mais cai”, enfatiza.

POR QUE ALGUMAS PESSOAS SÃO CALVAS?
“A fronte possui uma enzima que faz a testosterona se transformar em uma das formas mais ativas do hormônio, a Dihidrotestosterona (DHT), um dos principais responsáveis pela alopecia androgenética, a calvície, atuando para o afinamento e queda dos fios. O DHT é produzindo graças à enzima 5-alfa redutase, que converte a testosterona para esse hormônio, atuando em várias partes do corpo, inclusive no couro cabeludo, onde ele reduz a fase anágena dos folículos, no qual há o crescimento dos fios. A cirurgia de transplante capilar visa um efeito prático justamente por implantar fios que não tiveram influência do DHT, que irão crescer na área receptora com a memória da área doadora, sem a manifestação desse hormônio. O padrão de calvície androgenética se diferencia no homem e na mulher. No homem, há uma queda total dos cabelos; na mulher, há uma rarefação difusa.
Doenças como Lúpus cutâneo e líquen plano, que destroem o fio desde a raiz e geram uma alopecia cicatricial também são indicações para o transplante capilar. Quando essas enfermidades já estão estáveis e controladas, pode-se fazer o procedimento para restaurar a estrutura capilar que a pessoa tinha antes. É uma cirurgia reconstrutiva.

PÓS OPERATÓRIO
“O pós operatório é relativamente simples. Cuidados para evitar o risco de infecções, sangramentos, mas nós promovemos todo um acompanhamento. Saliento que esse tipo de cirurgia está sendo muito realizada em países como a Turquia, em que o paciente vai em um dia e volta no outro, expondo-se a todo risco de infecção e contaminação e sem o acompanhamento, tão importante se houver alguma intercorrência ou problema após o procedimento. É o turismo médico que o Conselho Federal de Medicina condena”, informa ele.
Com seis meses de cirurgia pode-se visualizar o resultado, mas o que consideramos
“alta” da cirurgia é alcançada com um ano. É quando o fio atinge a estrutura máxima de um fio adulto. O tratamento contra a queda dos outros fios do alto da cabeça, remanescentes da fronte, é por toda a vida. Há que se manter o tratamento clínico, que inclui medicamentos de aplicar (solução, spray, gotas), medicamentos orais, com ingestão de finasterida e outros anti androgênicos (os que agem na enzima 5-alfa redutase), e as aplicações, com mesoterapia e o MMP capilar, que é a microinfusão de medicamentos na pele, como o finasterida, o minoxidil, aplicados em toda a parte frontal com uma máquina semelhante à de uma tatuagem”, celebra.
Para os outros tipos de calvície são sugeridos diversos tratamentos, todos eles à disposição do paciente pelo Dr. João Paulo.

O transplante capilar é realizado para solucionar o problema da calvície denominada alopecia androgenética, tanto masculina quanto feminina, e em falhas tanto na cabeça quanto na barba e nas sobrancelhas.

É importante destacar que a moda de se tomar testosterona indiscriminadamente pode acelerar o processo de queda que a pessoa já tenha.

Serviço:
Para marcações de consultas em Coronel Fabriciano e Ipatinga: Centro Médico Albert Sabin Rua Argemiro José Ribeiro, 42/603 3841-1919