CONCESSÃO DA BR-381: CÂMARA DE IPATINGA RECEBE LIDERANÇAS

Com presença numerosa de empresários, políticos de todo o Vale do Aço e da comunidade, Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio, Agropecuária e Defesa do Consumidor debate concessão e praças de pedágio da rodovia

Debater com autoridades e comunidade interessada questões referentes ao contrato de concessão da BR-381 que corta vários municípios do Vale do Aço. Este foi o objetivo da Audiência Pública sobre as questões que envolvem a exploração por meio da concessão da rodovia, realizada na manhã desta terça-feira (27), na Câmara de Ipatinga.

A Região Metropolitana do Vale do Aço é muito importante para a economia do Estado. O momento de nos manifestarmos é agora e garantir que a cobrança do pedágio não prejudique o desenvolvimento das nossas cidades”, pontuou a vereadora Cassinha Carvalho, presidente da Comissão de Abastecimento, Indústria, Comércio, Agropecuária e Defesa do Consumidor, autora do pedido da audiência.

Na oportunidade, a vereadora apresentou informações contidas em documentos da ANTT sobre estimativas de custo e pontos de instalação das praças de cobrança de pedágio previstas ao longo da rodovia, no projeto de conclusão das obras das BRs 381 e 262.

O secretário municipal de Governo, que na ocasião representava o Executivo, parabenizou a iniciativa da comissão e destacou a importância do debate para o desenvolvimento da região. “O governo municipal está de mãos dadas a essa comissão, pois entende que a instalação das praças de pedágio, da forma como estão no projeto, prejudicará, inclusive, demandas que há anos batalhamos para a região, como a expansão do Distrito Industrial de Ipatinga”, reforçou Carlos Lima.

Em sua fala, o Diretor Geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço, João Luiz Andrade, apresentou um estudo de projeção de tráfego na cidade de Ipatinga. “Observamos que em aproximadamente 30 anos teremos um fluxo ainda maior de veículos, transformando o trecho urbano em um futuro Anel Rodoviário, como o de Belo Horizonte”, afirmou o gestor.

Os vereadores Avelino Cruz e Nilson da Transnil, também integrantes da Comissão, descaram que a duplicação da BR é necessária pelo risco às vidas e pelo desenvolvimento da região. “Principalmente quanto a questão do abastecimento e distribuição dos produtos agrícolas”, concordaram os representantes do Legislativo.

Também participaram da audiência pública lideranças empresariais, comunitárias, políticas e demais moradores de cidades do Vale do Aço. Como encaminhamento da reunião será elaborado um relatório com as contribuições dos participantes. O documento será protocolado na ANTT, em Belo Horizonte, na próxima segunda-feira (02/09), prazo em que se encerra o período de contribuições das audiências sobre o assunto.