AUDREY HEPBURN, UMA DIVA ETERNIZADA PELA CAUSA HUMANITÁRIA

Dia 4 de maio é a data de nascimento de Audrey Hepburn. A atriz e humanitária, que estaria fazendo 91 anos, foi um exemplo de estilo e elegância para muitas mulheres. E, mais do que isso, Audrey teve uma história de superação e dedicou anos de sua vida para ajudar outras pessoas. Não à toa, a protagonista de Bonequinha de Luxo (1961) é lembrada até hoje por pessoas de diferentes gerações e é usada como referência de moda por tantos estilistas e entusiastas do meio.

Uma das maiores contribuições da atriz nesse universo foi a popularização da famosa legging  preta, no final da década de 1950. Além de entender melhor a importância da artista como ícone fashion, o conteúdo vai falar também sobre quem foi a grande Audrey Kathleen Hepburn-Ruston.

Quem foi Audrey Hepburn?

Uma das maiores atrizes da história do cinema, Audrey Hepburn nasceu em 1929, na Bélgica. Ela era filha de um britânico e com uma austríaca. Essa mistura de culturas e línguas foi um dos motivos que tornou Audrey poliglota: além do neerlandês e inglês, herdado dos pais, ainda jovem, também aprendeu francês, espanhol, italiano e alemão.

Com o começo da Segunda Guerra Mundial, em 1939, Audrey e sua mãe se mudaram para a Holanda. Elas contavam com a neutralidade do país no conflito – o que não ocorreu, já que a nação foi invadida por tropas nazistas. Relatos e depoimentos provam que Audrey auxiliou na luta contra o nazismo. Por alguns anos, a artista se dedicou ao ballet e contou ter realizado algumas apresentações clandestinas, a fim de arrecadar dinheiro para os grupos de resistência. Em 1948, após a guerra, começou a se dedicar à atuação, trabalhando em algumas peças em Londres e nos primeiros filmes da carreira. O papel que lhe garantiu a fama veio alguns anos depois, como a princesa Ann, protagonista de A Princesa e o Plebeu (1953), ao lado de Gregory Peck. Com este filme, a atriz ganhou diversos prêmios importantes, incluindo Oscar, BAFTA e Globo de Ouro.

Foram 41 anos dedicados ao cinema, onde também se destacaram Sabrina (1954); Cinderela em Paris (1957); Charada (1963); Minha Bela Dama e Quando Paris Alucina (ambos de 1964); Como roubar um milhão de dólares (1966). O último papel do cinema foi em Além da Eternidade, em 1989.

Trabalho humanitário de Hepburn

Em 1989, Audrey Hepburn foi nomeada Embaixadora da UNICEF. Desde antes, a atriz visitou diversos países que concentravam grandes níveis de pobreza, como a Etiópia e o Vietnã. O objetivo era denunciar – tanto para as grandes mídias, quanto para políticos internacionais – as terríveis condições que tantas pessoas viviam. Além de conflitos de guerras civis, que matavam dezenas de cidadãos todos os dias, muitos passavam por fome e não tinham acesso à água potável ou uma moradia descente. Audrey Hepburn se dedicou às causas dos mais vulneráveis até sua morte, em 1993, decorrente de um câncer na região do abdômen.

Legging preta: peça chave de Audrey

Outra marca principal relacionada à atriz é a forma como influenciou a moda.

Além de ser naturalmente elegante, tanto na postura quanto nas escolhas, ela se tornou amiga pessoal do estilista Hubert de Givenchy. Ela o procurou no ateliê dele para pedir que desenhasse o figurino para o filme Sabrina.

Como ele não pode, ela levou três vestidos que já estavam prontos. E as roupas se destacaram ao ajudar a mostrar, na história, a mudança da filha do motorista de uma família rica após uma temporada morando em Paris para estudar em um curso de culinária.

A partir deste encontro, Givenchy foi o responsável pelos figurinos de outros filmes em que Audrey atuou, como Bonequinha de Luxo e Cinderela em Paris. A identificação entre estilista e a estrela ia além das telas.

“Ele faz as únicas roupas na qual eu sou eu. Ele é muito mais que um costureiro, ele é um criador de personalidade”, Audrey disse sobre Givenchy em uma entrevista.

Segundo especialistas da moda, a combinação Audrey-Givenchy destacava um estilo sofisticado baseado na simplicidade.

E é neste conceito que se encaixa uma das maiores contribuições de Audrey para a moda: a popularização da calça legging preta.

A atriz foi uma das primeiras pessoas a utilizar a peça, em um contexto mais formal, no papel de Jo Stockton, do musical Cinderela em Paris.

A partir daí, a legging preta, que era usada principalmente como uma segunda pele, começou a ser cotada para looks de passarelas, para realizar atividades físicas e, claro, tornou-se uma peça imprescindível do street style.

Audrey, por exemplo, misturava a peça com blusas de manga comprida e sapatos fechados, combinando conforto e sofisticação.

Além de ser confortável e prática, a legging ainda pode fazer parte de estilos mais formais e elegantes, dependendo da combinação.

Por agência Experta media.