ASCO: SECRETÁRIO DE CULTURA DE BOLSONARO CITA GOEBBELS. QUEM FOI GOEBBELS?

No meu curso de Jornalismo, fomos apresentados a Goebbels como um exemplo de como uma comunicação bem feita pode arrastar milhões de pessoas para onde se quiser levar. Ele dizia que uma mentira, contada mil vezes, se torna verdade. E que, para convencer um povo a entrar numa guerra, bastava convencê-lo de que estava sendo atacado.

Paul Joseph Goebbels foi o Ministro da Propaganda da Alemanha nazista de Adolf Hitler e um dos maiores responsáveis pela divulgação das ideias nazistas e da criação da imagem de Hitler como o líder da nação. Após o suicídio de Hitler, em 30 de abril de 1945, Goebbels foi indicado a substituí-lo na liderança do Terceiro Reich. Ele chegou a exercer o cargo de chanceler por apenas um dia, mas em 1º de maio cometeu suicídio com sua esposa, Magda Goebbels, após envenenar seus 6 filhos.

O nome do diretor nacional da propagada do partido nazista voltou à tona nesta sexta-feira (17) após um vídeo em que o secretário especial de Cultura do governo Jair Bolsonaro, Roberto Alvim, parafraseá-lo durante um discurso no qual olha diretamente para a câmera, que se aproxima lentamente, enquanto uma ópera de Richard Wagner (o preferido de Hitler) toca ao fundo.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse o ministro de cultura e comunicação de Hitler em um pronunciamento para diretores de teatro, segundo o livro “Goebbels: a Biography”, de Peter Longerich.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais.

O vídeo tem repercutido extremamente mal nas redes sociais e gerou até um pedido de afastamento por parte do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que classificou o episódio como “inaceitável” e completou dizendo que Alvim “ultrapassou todos os limites”.

Após a indignação Alvim foi às redes sociais se justificar. Ele classificou as semelhanças de seu discurso com o de Goebbels como uma “coincidência retórica” mas defendeu que “a frase em si é perfeita”.

TODO CUIDADO É POUCO…