31 DE MAIO, DIA MUNDIAL SEM TABACO

Dia Mundial Sem Tabaco: campanha alerta para a relação com a COVID-19

 

Levantando a bandeira da luta contra o fumo, no próximo domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. Criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987, a data tem como foco sensibilizar os cidadãos sobre os malefícios do consumo de produtos derivados da substância a saúde de fumantes e não fumantes. Para 2020, o tema escolhido para a campanha foi “Tabagismo e Coronavírus (COVID-19)”.

 

Segundo a OMS, o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Dessas, cerca de 7 milhões são resultado do uso direto desse produto, enquanto cerca de 1,2 milhão é o resultado de não-fumantes expostos ao fumo passivo. A OMS afirma ainda que cerca de 80% dos mais de um bilhão de fumantes do mundo vivem em países de baixa e média renda, onde o peso das doenças e mortes relacionadas ao tabaco é maior.

 

O médico oncologista da Hope e da Unimed Vale do Aço, Flávio Dias de Oliveira, explicou que um único cigarro possui centenas de substâncias prejudiciais a saúde. “O tabagismo é o hábito de fumar. O fumo industrializado possui mais de 5 mil substâncias na fumaça, sendo que 4700 são nocivas a saúde. E esse número pode chegar a 8 mil se considerarmos alguns compostos presentes na folha do tabaco e aditivos industriais colocados no cigarro para dar sabor, aroma, diminuir a irritação, tornando a fumaça menos incômoda e potencializando os efeitos da nicotina”, esclareceu.

 

O oncologista esclareceu que até mesmo as pessoas que não fumam, correm o risco de desenvolver uma série de doenças em decorrência do tabaco. “Tanto pelo cigarro em si, com todos os seus componentes, quanto pela fumaça. A substância mais mortífera é a nicotina, que é a responsável pela dependência química. Temos também o monóxido de carbono, que é um gás expelido na fumaça, semelhante ao liberado no cano de descarga dos veículos. O monóxido de carbono se fixa nas hemácias do sangue de uma forma permanente, impedindo o transporte de oxigênio pelo corpo, podendo causar algumas alterações respiratórias e o funcionamento do organismo como um todo”, acrescentou.

 

Ainda, de acordo com o Dr. Flávio Dias, o tabagismo pode potencializar o surgimento do câncer. “Substâncias radioativas presentes no cigarro, como o plutônio, estão muito associados ao câncer de pulmão, entre outras substâncias que levam a outras variações de câncer, como o de mama, esôfago, cabeça e pescoço, próstata”, explicou.

 

Tabagismo e COVID-19

Em decorrência dos impactos no corpo humano, o tabagismo é um fator de risco para a COVID-19. “Temos uma pandemia global, com uma doença virótica onde acredita-se que pode haver lesões pulmonares pelo efeito direto ou indireto do COVID-19. Dessa forma, o tabagismo contribui para que isso piore uma vez que quem fuma não a tem oxigenação adequada no organismo”, esclareceu o Dr. Flávio Dias.

 

O médico ainda acrescentou que o cigarro pode levar a outras complicações respiratórias e impactar na forma em que o organismo com a COVID-19 se cure da doença. “A médio e longo prazo, o fumo causa alterações da função respiratória, resultando em doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como a bronquite ou enfisema, e em alguns casos o cigarro pode causar outras patologias pulmonares. Portanto, uma pessoa com a COVID-19 associada ao tabagismo, terá mais dificuldades com a doença”, afirmou o oncologista.

 

Por que parar de fumar?

Para o médico oncologista, a cessação do tabagismo traz inúmeros benefícios a quem fuma e as pessoas que convivem com o fumante. “Pelo simples fato de deixar o cigarro, o indivíduo para de aspirar uma substância tóxica, de ingerir veneno. Baseado em tudo que falamos, nas desvantagens para quem fuma e aos passivos, o cigarro não tem vantagem alguma e deve ser tratado como algo prejudicial ao organismo”, enfatizou.